domingo, 31 de janeiro de 2016

Jet Set Willy: The Nightmare Edition




Nome: Jet Set Willy: The Nightmare Edition
Editora: Não aplicável
Autor: Jet Set Willy and Manic Miner Community (código original de Matthew Smith)
Ano de lançamento: 2016
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Desengane-se quem pensava que o Spectrum estava morto e enterrado. Ainda hoje se continuam a fazer (bons) jogos para esta plataforma. Basta olhar para Castlevania, um jogo com cerca de 1 ano, e que explora as potencialidades do computador até ao seu limite.

Também não deve haver quem desconheça as aventuras e desventuras do mineiro Willy. Tanto que até existe uma comunicada dedicada a esta saga (poderão juntar-se a ela aqui). E o produto mais recente é um jogo desta série, aproveitando o motor de código original de Matthew Smith, criador de Manic Miner e Jet Set Willy.


Assim, Jet Set Willy: the Nightmare Edition decorre na mansão original de Willy, acrescentando 2 novos quartos, sendo-nos incumbida a tarefa de procurar e recolher 256 objetos antes de podermos ir para o merecido descanso, isto depois de termos tido uma noite de farra da grande. No fundo esta é apenas uma versão ligeiramente melhorada do jogo original. Mas tal como o nome indica, existem algumas surpresas e o jogo tem um sentido de humor muito negro, causando alguns dissabores a todos os que por aqui se aventurem. Se o jogo original já era muito difícil, este é insano, pois acrescenta-lhe alguns obstáculos invisíveis que só aprendemos a evitar à custa de muitas mortes, tornando a nossa missão um pouco injusta e reduzindo um pouco a jogabilidade do jogo. Este é aliás o principal ponto a desfavor deste jogo.

Sendo um jogo freeware, não existe uma tentativa de aproveitamento comercial do nome original, limitando-se a ser uma pequena brincadeira de alguns fans talentosos da saga. Assim, os gráficos e o som estão indexados a 1984, sendo avaliados como tal, assim como a própria apreciação global do jogo.

Se gostam do jogo original, esta versão será entretimento garantido para muitas horas.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 4
Grau de dificuldade: 5
Longevidade: 4
Entretimento: 4
Pontuação global: 4

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

ATV Simulator


Nome: ATV Simulator
Editora: Code Masters
Autor: Tim Miller, James Wilson, David Whittaker
Ano de lançamento: 1987
Género: Simulador
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (alternados)

A Code Masters, pertença dos irmãos Darling, era conhecida por lançarem jogos na gama budget, tendo sempre no nome a palavra simulator e sendo anunciados como jogos brilhantes, o que nem sempre correspondia à realidade. Aliás, as revistas na altura (Your Sinclair, Crash, Sinclair User) até costumavam parodiar com isso.

Não sendo brilhante, estamos aqui perante um jogo bastante decente, ainda mais se tivermos em conta que na altura foi lançado a preço de saldo. Também por isso não é de modo algum original ou sequer extenso. O objetivo simplesmente chegar ao fim de 6 níveis dentro do tempo limite estipulado. E se os primeiros quatro são relativamente simples (dunas, prado, icebergues e pirâmides), nos dois últimos níveis (selva e pântano) já a história é outra e implica termos uma boa dose de perícia.


O jogo tem pormenores interessantes, como aquele em que caímos do quad e temos que voltar para o veículo, ou as focas a brincarem com a bola. Os gráficos, embora básicos, são agradáveis, e o som tem a qualidade habitual do David Whittaker. O único senão é mesmo o número diminuto de níveis, o que para os mais habilidosos implica terminar o jogo ao final de uma hora. Mas enquanto isso não acontece, pode-se ter a certeza que vamos passar umas horas bem divertidas.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 2
Longevidade: 2
Entretimento: 4
Pontuação global: 4

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Frost Byte


Nome: Frost Byte
Editora: Mikro-Gen
Autor: Chris Hinsley, Nick Jones
Ano de lançamento: 1986
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

Em Frost Byte estamos perante um jogo de plataformas bastante estranho. Não em termos de cenários, mas na personagem que controlamos e no próprio método de controlo. Assim, o nosso herói, Hickey the Kreezer, é um ser que se move sobre si mesmo, demorando algum tempo até nos habituarmos a este método inovador (não é raro dispararmos na direção errada, ficando sem mais uma vida).

De resto, o jogo não tem nada de novo. É um vulgaríssimo jogo de plataformas, onde temos que ir negociando obstáculos e inimigos ao longo de uma série de screens, até chegarmos ao final de cada nível (e o jogo tem 5 níveis de dificuldade semelhante).

Não se pense que estamos perante um jogo fácil. Pelo contrário, o método de controlo dificulta a nossa tarefa, e posicionar o nosso herói no ponto exato para poder ultrapassar um obstáculo é bastante difícil, exigindo uma precisão e um timing muito grande. Mas com alguma persistência vamos lá.


Os gráficos cumprem com o objetivo, sem grandes alaridos, existindo algum colour clash. O sistema de deteção não é perfeito e o som é apenas razoável, ouvindo-se o constante mover dos "passos" do nosso herói. No entanto, a principal fragilidade é mesmo a pouca variedade ao longo do jogo, o que reduz um pouco a sua longevidade. Apesar de bem implementado, com um pouco mais de esforço poderíamos ter estado perante um jogo acima da média.


Jogabilidade: 2
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 3
Entretimento: 2
Pontuação global: 3

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

1984



Nome: 1984
Editora: Incentive Software
Autor: Rob M.H. Carter
Ano de lançamento: 1983
Género: Estratégia
Teclas: Não aplicável
Joystick: Não aplicável
Número de jogadores: 1

Todos os políticos portugueses deviam ser obrigados a passar por um teste, antes de estarem aptos a entrar para o Governo. E bem que poderia ser este o teste que os políticos teriam que fazer e obter aproveitamento. Doutra forma reprovariam e seriam obrigados a ter mais lições de como governar um Estado.

Estamos aqui perante um puro jogo de estratégia. Neste caso estamos à frente dos destinos de um país e temos que ir tomando opções que têm consequências ao nível do orçamento de estado, inflação, rácio industrial, balança de pagamentos, etc.. O objetivo é conseguir equilibrar as contas públicas, mantendo em níveis aceitáveis 5 vetores: Governo, Indústria, População, Instituições Financeiras e Balança Comercial Externa.

Mas tal como na vida real, o desafio é bastante complicado. Manter sindicatos, trabalhadores, industriais, banqueiros e demais stakeholders satisfeitos é tarefa quase impossível. E mais tarde ou mais cedo a corda parte-se de um dos lados, pelo que já nos podemos dar por satisfeitos se conseguirmos durar o tempo equivalente a uma legislatura (4 anos).


Os gráficos são praticamente inexistentes, limitando-se a alguns gráficos ilustrativos da situação de cada vetor. Mas também não são necessários para este tipo de jogos. O som também é praticamente inexistente. No entanto, o que valoriza muito este programa é não só a sua simplicidade, mas também a forma intuitiva como vamos selecionando as várias opções à nossa disposição. De facto, ao contrário de outros programas do género, aqui temos a real sensação que as nossas opções têm de facto influência nos resultados obtidos.

Apesar de ser um jogo bastante básico escrito no período jurássico do Spectrum, e de ser um tema que à partida afasta muitas pessoas, é altamente recomendável para quem quer passar umas boas horas de entretimento, fazendo de conta que é o PM de Portugal (ou de Inglaterra, neste caso).

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): Não aplicável
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 3
Entretimento: 4
Pontuação global: 4

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Snooker Management


Nome: Snooker Management
Editora: D&H Games
Autor: Mark Harding, John de Salis, Tony Huggard, Shaun G. McClure
Ano de lançamento: 1989
Género: Gestão desportiva
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (alternados)

A D&H Games foi famosa pelo lançamento de inúmeros jogos de gestão, sendo os de futebol os que obtiveram maior sucesso comercial, nomeadamente a série Football Director. Aliás, foi esta série que permitiu à D&H deixar de ser uma editora de vão de escada, que vendia exclusivamente através de mail order, para passar a intrometer-se no meio dos grandes tubarões e a ter os seus jogos nas vulgares lojas informáticas.

No entanto, este não é dos seus jogos mais inspirados. O nosso objetivo é gerir a carreira de um jogador de snooker. Começamos no lugar mais baixo do ranking (99) e temos que atingir o lugar cimeiro. Para isso vamos gerindo várias opções da vida do nosso jogador: nível de treino, escolha de jogadores para jogos promocionais, entrada em torneios, etc.. Para aumentar os fundos, além das comissões por jogarmos em torneios ou contra celebridades, podemos também fazer apostas.


O principal problema deste programa é que as opções, ao contrário do que se passa em jogos de outras modalidades, são em pequeno número e limitamo-nos praticamente a jogar contra celebridades semana após semana. O que aliado à lentidão do próprio jogo, torna-o extremamente chato.

O som é inexistente e os gráficos limitam-se a uma imagem no menu das opções, mais uma vez não contribuindo para tornar o jogo apelativo. É então apenas recomendados para os aficionados de jogos de gestão e com queda para o snooker.

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 1
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 2
Entretimento: 2
Pontuação global: 2

sábado, 16 de janeiro de 2016

1942


Nome: 1942
Editora: Elite Systems
Autor: Syrox
Ano de lançamento: 1986
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (alternados)

Em 1942 fazemos o papel de um piloto da US Air Force à procura de vingança pelo ataque a Pearl Harbour. Quer isso dizer que devemos atirar em tudo o que se mexa. E tudo o que se mexe são aviões japoneses, não faltando sequer os kamikazes tão em voga na II Grande Guerra.

O jogo desenrola-se com uma grande fluidez ao longo de 32 níveis, embora sem grande variedade. No início de cada nível levantamos voo de um porta aviões, ao qual regressamos se tivermos a arte de escapar a todos os inimigos desse nível. Regularmente surge um bombardeiro, 4 a 5 vezes maior que os restantes aviões, que aguenta bastante mais tiros da nossa parte até ser abatido.

Os gráficos são apenas medianos, mas cumprem eficazmente a função, não contribuindo para tornar o jogo mais lento. Não sendo completamente monocromáticos, a cor não abunda, tal como o som. Mas o sistema de deteção é perfeito, o que confere uma grande vantagem a jogos como este.


Resumindo, não estando perante um jogo que traga qualquer tipo de inovação, mas também não era essa a sua intenção. Pretendeu-se apenas fazer a conversão de um jogo popular de arcada, e cumpre eficazmente com o objetivo, sem grandes alaridos. Seduz pela sua simplicidade e tem aquele toque de "só mais um jogo".

Jogabilidade: 5
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 4
Entretimento: 4
Pontuação global: 4

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

The Great Escape


Nome: The Great Escape
Editora: Ocean Software
Autor: Denton Designs
Ano de lançamento: 1986
Género: Aventura
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

The Great Escape foi um dos jogos mais aguardados de 1986 e quando foi lançado não defraudou as expetativas, alcançando uma série de galardões nas revistas da especialidade.

A ideia é bastante original e está muito bem implementada. Somos um prisioneiro de guerra desterrado num campo de concentração que mais parece um labirinto. Não só temos que arranjar uma maneira de escapar do campo, e existem várias possibilidades de fuga, mas também temos que ir cumprindo com as rotinas diárias (a nossa personagem automaticamente cumpre com as rotinas, quando não estamos a mover a nossa personagem). Doutra forma teremos o comandante e os guardas atrás de nós, e de cada vez que somos apanhados vamos diretamente para a solitária, diminuindo um pouco o nosso moral (neste caso medido através da bandeira no mastro). Quando a bandeira atinge o chão, o jogo termina.


Estamos assim perante um jogo típico de aventura no qual temos que ir procurando, nos poucos tempos livres que a rotina do dia-a-dia nos permite, objetos escondidos pelo campo, para que os possamos depois utilizar devidamente. E a utilidade dos mesmos varia conforme a tática que vamos utilizar para escapar. Vamos escavar um túnel para fugir por debaixo do campo? Ou tentaremos sair disfarçados e com documentos falsos? Ou tentarmos talvez uma abordagem diferente? A opção escolhida vai então condicionar a nossa estratégia e os objetos que deveremos obter e usar.

Como se esperaria, estamos perante um jogo bastante complexo e difícil, mas absorvente. Cativa-nos desde o início, com gráficos em 3D muito detalhados. O jogo serviu mais tarde de inspiração para outras aventuras memoráveis como o Where Time Stood Still (da mesma equipa programadora) e La Abadia del Crimen (obra-prima espanhola).


Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 5
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 5
Entretimento: 5
Pontuação global: 5

domingo, 10 de janeiro de 2016

180


Nome: 180
Editora: Mastertronic Added Dimension
Autor: Binary Design
Ano de lançamento: 1986
Género: Simulador
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (alternados)

180 é um típico jogo de dardos. Ou seja, pressupõe que estamos a jogar com um grão na asa, dado que a nossa mira, neste caso a nossa mão, não para de se mexer.

O jogo tem 3 opções. Para quem não tem ainda prática, aconselha-se a opção tune up, que tal como o nome indica, visa afinar a nossa mira. Assim, em 99 segundos temos que acertar em todos números por ordem decrescente.

A segunda opção permite jogar o conhecido "501" contra 8 possíveis adversários, em três eliminatórias. Temos então que fazer uma pontuação de 501 (o computador poupa-nos o trabalho de termos um bloco ao lado para fazer contas), não esquecendo que temos que terminar com um duplo. Existe ainda a opção de 2 jogadores que nos permite jogar contra outra pessoa o "501".


Em termos de jogabilidade o programa está excelente. Facilmente apanhamos o esquema ao jogo e sem grandes demoras começamos a acertar no alvo. Mas se os primeiros desafios são fáceis, já bater o campeão na final é um osso muito duro de roer, implicando um grande pontaria e que de preferência estejamos sóbrios (não podemos errar um único lançamento), o que permite aumentar o tempo de vida de um jogo com um conceito tão simples.

Uma nota final para o som, que tem a qualidade habitual do David Whittaker.