quinta-feira, 31 de março de 2016

Wham! The Music Box


Nome: Wham! The Music Box
Editora: Melbourne House
Autor: Mark Alexander
Ano de lançamento: 1985
Género: Utilitário
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: NA
Número de jogadores: 1

Em 1985 os Wham! estavam no auge da popularidade, com músicas como o Careless Whisper e o Freedom a baterem os tops de todo o mundo. Aproveitando a onda, a Mebourne House lançou um excelente programa de música que permite criar as nossas próprias melodias, além de termos logo acesso a 5 dos maiores êxitos da banda, os dois temas já referidos, Tropicana, Young Guns e Bad Boys.

Aliás, aconselha-se mesmo a começar por aqui, não só porque as melodias estão muito bem recriadas neste programa, mas para ver a mecânica de funcionamento deste utilitário (podemos transpor estas melodias para a pauta). Conveniente será percebermos alguma coisa de música (além de ser essencial lermos o manual), pois teremos que lidar com a pauta (cada letra representa uma nota musical), compassos, oitavas, e demais figuras que os músicos amadores e profissionais tão bem conhecem. Temos também possibilidade de inserir na música que estamos a criar variados efeitos, e até percussão, dando um toque mais profissional a este programa.


Tal como poderíamos esperar, este não é um programa em que se consiga entrar de imediato. É necessário estudar o próprio programa e muita tentativa e erro até estarmos aptos a criar as nossas primeiras melodias. Mas vale a pena perder-se inicialmente este tempo, pois não conhecemos outro utilitário do género que tenha tão grande facilidade de uso e que nos envolva como este. Não é por acaso que foi amplamente utilizado por muitos programadores para inserirem a música nos seus programas.

Facilidade de uso: 4
Gráficos (ano de lançamento): 3
Longevidade: 5
Grau de utilidade: 4
Pontuação global: 4

terça-feira, 29 de março de 2016

Wild Streets


Nome: Wild Streets
Editora: Titus
Autor: Desconhecido
Ano de lançamento: 1990
Género: Beat'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

A Titus não lançou muitos jogos para o ZXSpectrum, mas mesmo assim é conhecida por ser responsável por uma série de turkeys, mesmo que alguns tenham tido grande sucesso comercial, como foi o caso de Crazy Cars. Mas a qualidade normalmente estava arredada desta editora, que efetivamente não deixa grandes saudades.

Neste jogo somos um membro da CIA e temos que limpar a cidade de Nova Iorque dos deliquentes. Assim, o nosso personagem tem que ir dando cabo dos inimigos, acompanhado de um puma preto (???) que a maior parte das vezes vai andando de um lado para outro, mas de vez em quando resolve mordiscar um bandido. Aliás, este é mesmo o único ponto de interesse neste jogo, a novidade de termos uma companhia de 4 patas. De resto estamos perante um jogo confrangedor.


De facto, tudo o que existe neste jogo já foi feito muito tempo antes, e muito melhor. Pegue-se em Renegade, por exemplo, no qual este jogo se baseia, que lhe dá um KO completo (e nem o puma escapa). Tudo aqui parece um subproduto, desde as instruções (muito incompletas), a jogabilidade, que é péssima, os gráficos, que são uma verdadeira atrocidade (e ainda por cima monocromáticos), o som (inexistente). Não admira que o programador queira permanecer desconhecido.

Este é assim um jogo a evitar e que apenas dá mau nome ao Spectrum.

Jogabilidade: 1
Gráficos (ano de lançamento): 1
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 1
Entretimento: 1
Pontuação global: 1

domingo, 27 de março de 2016

1º torneio Spectrum


1º Chameleon: 51% - 20.220
2º NM: 51% - 13.555
3º Ramones: 35% - 10.695
4º SuperJesus: 13% - 8.595
5º Nick - 11% - 5.735
6º Ablus - 5% - 8.680


1º Ramones: 3.300 - D
2º Chameleon: 2.400 - D
3º NM: 1.930 - C
4º SuperJesus: 1.350 - C
5º Ablus: 1.050 - A
6º Nick: 980 - B


1º Chameleon: 79.600
2º Ramones: 36.630
3º Nick: 35.590
4º NM: 13.220
5º Ablus: 10.250
6º SuperJesus: 5.950


1º Ramones: 712.357
2º SuperJesus: 399.548
3º Ablues: 398.987
4º Nick: 345.196
5º NM: 270.522
6º Chameleon: 161.652



1º Chameleon: 42.250
2º Ramones: 24.400
3º SuperJesus: 13.550
4º Ablus: 10.990
5º NM: 6.400
6º Nick: 4.300

Pontuação final:
1º Ramones: 26
2º Chameleon: 24
3º NM: 16
3º SuperJesus: 16
5º Ablus: 12
6º Nick: 10

sábado, 26 de março de 2016

Nadral


Nome: Nadral
Editora: NA
Autor: Termojad
Ano de lançamento: 2016
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Nadral é uma conversão de um jogo de 1985 da plataforma Atari XL/XE feita por uma nova dupla de programadores vindos da Rússia.

O objetivo do jogo é muito simples. Controlamos um helicóptero (ou algo semelhante), e ao longo dos screens temos que ir eliminando os nossos inimigos, ao mesmo tempo, procurar uma chave e tentar alcançar o nosso irmão gémeo, para então terminar o nível. Os inimigos são surreais, sendo talvez o mais aberrante um telefone voador (???).

O jogo foi feito através do Arcade Game Designer, e para primeira tentativa, o resultado até é engraçado. O jogo, mesmo sendo muito básico (tal como o som e os gráficos), convida-nos a jogar mais uma vez, dado que é bastante fluído.


No entanto, há alguns melhoramentos que se impõem. O sistema de deteção é fraco e acontece morrermos sem que sejamos tocados por um inimigo (atenção que as paredes também são letais para o helicóptero, tal como seria de esperar). Como o jogo também não se desenrola por scroll, antes screen a screen, por vezes entramos numa nova sala e somos logo abatidos, sem sequer termos tempo de reagir.

Por fim, e aquele que nos parece o maior defeito, é a ausência de dificuldade. Se tivermos em conta que em muitos das salas temos pessoas para salvar, e que cada uma destas pessoas confere-nos mais uma vida extra (e se necessitarmos de mais, basta voltarmos a entrar nessa sala), o resultado é que muito dificilmente não chegamos ao final do jogo logo na primeira tentativa, até porque apenas tem 3 níveis.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 1
Grau de dificuldade: 1
Longevidade: 1
Entretimento: 3
Pontuação global: 2

quinta-feira, 24 de março de 2016

The Happiest Days of Your Life


Nome: The Happiest Days of Your Life
Editora: Firebird Software
Autor: Denton Designs
Ano de lançamento: 1986
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

A Firebird Software é conhecida por uma grande irregularidade qualitativa nas suas edições. O espólio é imenso, daí que seja natural que pelo meio encontremos alguns turkeys. É precisamente o caso deste jogo.

O nosso herói, estudante numa qualquer universidade, foi injustamente acusado do roubo da carteira do reitor. Temos assim que fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para devolver o devido ao seu dono e assim obter um perdão público e evitar a indesejada expulsão.

Estamos perante uma vulgaríssima aventura, ao estilo de Everyone´s a Wally, mas sem o brilho dessa série. Ao longo do complexo universitário temos que ir procurando por certos objetos para os colocar no local correto, evitando tocar em tudo o que se mexa. E são mais de 70 objetos, o que dá uma ideia da extensão da nossa tarefa.


O problema é que este jogo, mesmo sendo da categoria budget, não tem nada que o distinga de outros jogos do género. E em 1986 havia a obrigação de se fazer bastante melhor (veja-se o caso do recentemente analisado The Great Escape).

Os gráficos são fracos, com muito colour clash pelo meio, o som é irritante e o movimento da nossa personagem é lento, não contribuindo em nada para tornar esta aventura minimamente atrativa. Um jogo para esquecer, portanto.

Jogabilidade: 2
Gráficos (ano de lançamento): 2
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 3
Entretimento: 2
Pontuação global: 2

terça-feira, 22 de março de 2016

Peking




Nome: Peking
Editora: Your Sinclair
Autor: Dave Sanders
Ano de lançamento: 1991
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Lá para meados dos anos 80, as publicações especializadas no Spectrum começaram a dar jogos, como forma de promover as suas revistas. Na grande maioria das vezes eram jogos já antigos, alguns de qualidade muito duvidosa. Mas por vezes saiam jogos originais, como é o caso deste Peking, que recria o jogo de tabuleiro de origem chinesa Mahjong.

Para quem não conhece as regras do jogo, e de forma muito simplista, o Mahjong é um jogo de estratégia composto por 144 peças, de vários naipes, em grupos de 4 peças com o mesmo valor. O nosso objetivo é procurar os respetivos pares de cada naipe (peças com o mesmo valor), fazendo-as desaparecer do tabuleiro (clicando em ambas). No entanto, o jogo não é tão simples como parece. É que as peças estão sobrepostas em vários tabuleiros, e apenas podendo eliminar os pares de cada naipe (em número de quatro), temos que ter muito cuidado para não eliminar peças que mais à frente nos venham a fazer falta, isto é, que permitam desbloquear outras peças. Se conseguirmos eliminar todas as 144 peças do tabuleiro no tempo limite (30 minutos), o nosso objetivo foi cumprido.


Durante o jogo temos um menu com várias opções. Assim, podemos ver quais os movimentos que ainda temos disponíveis, visualizar as peças que estão nos tabuleiros de baixo, muito útil, pois permite-nos escolher os pares que vamos eliminar, ou até anular uma jogada. Mas atenção, pois estas opções têm custos para nós. De cada vez que as acionamos, esgota-se mais um minuto do tempo que temos disponível. Há, portanto, que usar estas opções com moderação.

O programa está muito bem implementado, convidando-nos sempre a fazer mais um jogo para tentar nem que seja eliminar mais peças do que da última vez. Os gráficos são q.b. para um jogo com estas características, assim como o som. Atrevemo-nos mesmo a dizer que este foi dos melhores jogos originais que as revistas do Spectrum alguma vez deram. Simplesmente viciante.

Jogabilidade: 5
Gráficos (ano de lançamento): 4
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 5
Entretimento: 5
Pontuação global: 5

segunda-feira, 21 de março de 2016

DivMMC enJOY!


Nome: DivMMC enJOY!
Conceção: Ben Versteeg (ByteDelight)
Ano de lançamento: 2013

Desde o lançamento do Spectrum, inicialmente com 16 K de memória, expandindo depois para os 48 K e mais tarde ainda para os 128 k, que o armazenamento de memória é um dos pontos mais valorizados pelos utilizadores (e não só os profissionais).

Ainda nos anos 80, o ZX Interface 1 e o Microdrive tentavam colmatar este problema permitindo armazenar em pequenas cartridges de 85 K programas e jogos, ao mesmo tempo acelerando o tempo de carregamento (um programa normal de 48 k carregava em apenas 9 segundos com este sistema). No entanto era pouco fiável e gerava muitas incompatibilidades entre os dois componentes. Entretanto  o sistema foi-se aprimorando, permitindo os sistemas atuais utilizarem os vulgares cartões SD e automaticamente carregando os programas.

O DivMMC enJOY! é assim o sucessor do popular DivIDE, atualmente o sistema de armazenagem para o ZX Spectrum mais utilizado.


O interface, além de permitir a leitura dos cartões SD, o que, possui ainda uma slot para joystick (Kempston). Funciona também com o sistema operativo ESXDOS, lendo ficheiros TAP, SNA e Z80. Quer isso dizer que se tiverem ficheiros de outro tipo, com um vulgar emulador poderão facilmente converter nos ficheiros lidos por este interface. Além disso incluí um cartão de 4 GB, mais do que suficiente para guardar e carregar instantaneamente os mais de 14.000 jogos que existem para o Spectrum.

É compatível com todos os modelos de ZX Spectrum, incluindo os "nossos" Timex (2048 e 2068). Pode ser adquirido aqui com e sem caixa (impressa em 3D). A diferença entre ambas as versões é de atualmente 15 libras, mas parece-nos que compensa a versão com caixa, não só porque esteticamente o interface é bastante mais agradável, mas também por uma questão de limpeza e proteção.

Funcionalidade: 5
Facilidade de uso: 5
Apresentação: 5 (versão black edition), 4 (versão normal)
Pontuação global: 5 

sábado, 19 de março de 2016

Jetpac


Nome: Jetpac
Editora: Ultimate Play the Game
Autor: Tim Stamper, Chris Stamper
Ano de lançamento: 1983
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 2 (alternados)

Apesar de Jetpac ter sido lançado nos primeiros tempos do Spectrum, ainda hoje mantém todo o carisma e é justamente considerado como um dos jogos de referência desta plataforma.

O jogo é extremamente simples.Somos funcionários de uma companhia de transportes interestelar e temos, não só que apanhar os vários componentes da nossa nave, mas também proceder ao seu reabastecimento. Tudo isto acontece num único screen, local onde vão caindo aleatoriamente as várias peças que necessitamos para completar a nossa missão. O problema é que o mesmo está povoado de seres alienígenas. E se nos primeiros níveis a tarefa não é muito complicada, à medida que vamos avançando, estes seres tornam-se mais inteligentes e perseguem-nos. Para os combatermos temos um laser, além do hyrovac jet pac com que estamos equipados e que nos permite voar e fugir dos inimigos.

Depois de montarmos a nossa nave (3 peças) e a reabastecermos com 6 galões de combustível, avançamos de nível. A cada 4 níveis, surge uma nave diferente para montar (num total de 4 naves).


Mesmo para os dias atuais, Jetpac é extremamente jogável. Gráficos simples mas bastante apelativos, mesmo tendo em conta alguns problemas de atributos, som agradável e uma velocidade estonteante, que torna o jogo bastante fluído, são pontos (muito) fortes. O único senão é mesmo o facto de não podermos redefinir as teclas, prática habitual na Ultimate, mas que não impede que estejamos perante um dos melhores jogos de 1983.

Jogabilidade: 5
Gráficos (ano de lançamento): 5
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 4
Entretimento: 5
Pontuação global: 5

quinta-feira, 17 de março de 2016

Towdie


Nome: Towdie
Editora: Ultrasoft
Autor: DSA Computer Graphics
Ano de lançamento: 1994
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Quando o Spectrum teve o seu ocaso, lá para 1992/1993, começaram os países do leste, em especial os russos, a lançarem jogos muito interessantes para esta plataforma. Veja-se o caso do Prince of Persia, que só para meados dos anos 90 é que apareceu e que não ficava nada atrás dos jogos feitos pelo mundo ocidental.

Da Eslováquia chega então esta curiosa aventura. o facto de só existirem instruções na língua de origem, dificulta-nos bastante a tarefa. Felizmente que existe uma versão em inglês do jogo, o que nos permite pelo menos identificar os objetos com que nos vamos deparando.

O jogo lembra-nos outras populares aventuras que têm um ovo como personagem e requer muito pensamento lateral para descobrir para que servem alguns dos itens. Até o sentido de humor é muito semelhante. Por exemplo, que fazer com um rolo de papel higiénico? Lembramo-nos então que o príncipe quer escrever uma carta para a princesa e que se lhe arranjarmos algo onde ele possa escrever, ficar-nos-á muito agradecido e em troca irá dar-nos um outro objeto. E que fazer com a espinha do peixe (dica, está relacionado com o cheiro da mesma)? Pelo meio os personagens vão-nos dando algumas dias sobre as tarefas a serem realizadas.


Este é um jogo que nos absorve desde o primeiro minuto. Os gráficos são excelentes. O castelo medieval onde a história decorre está muito bem recriado. O som é bom, embora a música se torne irritante passado algum tempo. A fluidez da ação é soberba, contribuindo para uma aventura que está muito próximo da perfeição.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 5
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 5
Entretimento: 5
Pontuação global: 5

terça-feira, 15 de março de 2016

European Champions


Nome: European Champions
Editora: E&J Software
Autor: Alan J. Clayton, R.W. Clayton, Shaun G. McClure
Ano de lançamento: 1988
Género: Gestão desportiva
Teclas: Não aplicável
Joystick: Não aplicável
Número de jogadores: 1

Em 1982, quando Kevin Toms criou aquele que ainda é um dos jogos mais bem sucedidos de sempre, Football Manager, abriu espaço para uma categoria de jogos que ao longo da vida do Spectrum foi sendo lançado regularmente. Foi o caso deste European Champions. A novidade neste programa é que em vez de tomarmos conta de um clube, normalmente da Premier League, somos responsáveis pela seleção nacional (e Portugal, ao contrário do que acontecia na época, é passível de ser selecionado).

No entanto o jogo está muito mal implementado (contém partes em Basic, o que em 1988 já era inadmissível) e tem uma série de bugs que o torna injogável. A começar pelo longo tempo de espera entre opções, e que já era habitual neste tipo de jogos. Mas pior é quando tentamos montar a equipa e não conseguimos avançar porque o programa não assume como final as nossas opções, quer sejam os jogadores inicias, quer sejam os substitutos. E se a nossa tolerância para este jogo já era pouco elevada, tendo em conta os enormes tempos de espera, depois disto simplesmente mandamo-lo abaixo e carregamos o Football Manager, que mesmo sendo de 1982, dá uma goleada de dez a zero a este.


Enfim, a ideia até poderia ser boa, mas uma péssima implementação, aliado a muito amadorismo, a que nem  mesmo o facto de a E&J ser uma editora especializada na venda por correio desculpa, leva a que seja um jogo para esquecer.

Jogabilidade: 1
Gráficos (ano de lançamento): NA
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 1
Entretimento: 1
Pontuação global: 1

domingo, 13 de março de 2016

Thundercats


Nome: Thundercats
Editora: Elite Systems
Autor: Gargoyle Games (Roy Carter, Stuart Cox, Rob Hubbard), Ian Upton
Ano de lançamento: 1987
Género: Ação
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Thundercats é baseado numa série de TV para os mais novos, e que por sua vez é baseada numa gama de brinquedos. Estamos assim perante mais uma licença, desta vez muito bem aproveitada, como iremos ver.

O objetivo do jogo é recuperar uma jóia mágica, o Olho de Thundera, muito bem guardada no castelo  de Plundar, pertença do diabólico Mumm-Ra. Para isso temos que combater uma horda de agentes desta personagem, os Molemen, que vão fazer de tudo para nos eliminar. Assim, ao longo de 14 frenéticos níveis, teremos que matar todos os seres que nos aparecem à frente, até chegar ao fim do percurso, de preferência dentro do tempo limite. Ao nosso dispor temos uma espada mortífera, ou, se encontramos outra arma (convém ir dando cabo das caveiras que nos aparecem pelo caminho), teremos a possibilidade de mandar uns raios também mortíferos. Por vezes podemos saltar para uma mota que nos facilita um pouco, mas não muito, a tarefa.

Começamos com 6 vidas, que é manifestamente pouco para a tarefa que está diante de nós. Podemos ir obtendo algumas à medida que vamos avançando no jogo, mas nem por isso temos a vida mais facilidade. De facto, a velocidade é estonteante e é-nos exigido reflexos ultra-rápidos, se queremos ir avançando. É que os inimigos surgem quer da direita, quer da esquerda, por vezes dos dois lados ao mesmo tempo, e o mais provável é ficarmos completamente baralhados e ensanduichados entre dois inimigos.


Os gráficos e o som são excelentes, sem problemas de atributos ou colour clash, apesar da cor ser imensa. A jogabilidade é mesmo o seu ponto mais forte. De facto, controlar o nosso herói é a coisa mais simples que existe. Corremos, saltamos e damos os golpes, com uma subtileza desconcertante. Se estivermos montados na mota, a velocidade aumenta vertiginosamente, ao ponto de ser muito difícil evitar os obstáculos. Com isto tudo, o jogo é deliciosamente aditivo.

Jogabilidade: 5
Gráficos (ano de lançamento): 5
Grau de dificuldade: 5
Longevidade: 4
Entretimento: 5
Pontuação global: 5

sexta-feira, 11 de março de 2016

Fist-Ro Fighter


Nome: Fist-Ro Fighter
Editora: Retrobytes Productions
Autor: Alxinho
Ano de lançamento: 2016
Género: Beat'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

O concurso ZX Dve'2015 continua a dar cartas e a ser a rampa de lançamento de novos jogos. E assim, da editora espanhola Retrobytes, também já batida nestas andanças, saiu por estes dias um novo jogo de ação/plataformas, ao bom estilo de muitos que surgiram na época dourada do Spectrum.

A história é simples e poder-se-ia aplicar a quase todos os jogos do género (a originalidade não é o seu forte). Assim, o nosso herói trabalha para a polícia e domina uma técnica de luta muito antiga, a Ro, que lhe tem trazido bastante sucesso no cumprimento da sua missão. No entanto, um colega invejoso dos seus sucessos, aprendeu também a dominar esta técnica, dando-lhe o uso errado. Cabe a nós chegar ao seu refúgio e eliminá-lo, para voltarmos a ser o único detentor deste poder.


Tudo isto é uma desculpa para andarmos de plataforma em plataforma a dar cabo dos nossos inimigos à força dos punhos. De facto, o jogo está muito bem apresentado, com gráficos muito bons, embora por vezes o colour clash provoque alguns problemas. O som é agradável e os movimentos fluídos, contribuindo para uma boa atmosfera.

Mas o jogo tem alguns problemas que o deitam abaixo. O facto de não podermos correr e golpear ao mesmo tempo, o sistema de deteção estar longe de ser perfeito (muitas vezes estamos a golpear "no ar"), e termos apenas uma vida, leva a que o jogo não atinja um nível tão elevado como prometia. Talvez com alguns melhoramentos conseguisse eliminar algumas destas fragilidades e tornar-se um icon do género. Assim fica-se apenas pelo mediano.

Jogabilidade: 2
Gráficos (ano de lançamento): 5
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 3
Entretimento: 3
Pontuação global: 3

quarta-feira, 9 de março de 2016

Alien 8


Nome: Alien 8
Editora: Ultimate Play the Game
Autor: Tim Stamper, Chris Stamper
Ano de lançamento: 1985
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

A Ultimate tem uma grande quota parte de responsabilidade pelo sucesso do Spectrum nos seus primeiros anos. Os seus jogos são míticos e atingem no mercado atual valores exorbitantes. Além disso foram pioneiros no 3D. Quando lançaram Knight Lore em 1984 (jogo que até sofreu um atraso no seu lançamento para não prejudicar o sucesso comercial dos restantes jogos da Ultimate, que ainda não tinham este sistema inovador), foi justamente aclamado como um dos jogos mais importantes do Spectrum.

Alien 8 surgiu na senda do sucesso do Knight Lore. Aproveitando o código 3D deste último e o filme com o nome do jogo, foi criado um cenário baseado na nave Nostromo (recentemente referida na review ao jogo Aliens), que se comporta como um verdadeiro labirinto, devidamente armadilhado.


A ideia do jogo é de percorrermos as diversas salas da nave, procurar 24 peças para colocar nas salas de criogenia e assim restaurar a vida aos passageiros da nave. Mas a tarefa é bastante dura. Cada sala apresenta as suas armadilhas e conseguir ultrapassar obstáculos ou chegar a certos objetos implica muito pensamento lateral.

Os gráficos são excelentes e muito ricos, e só é pena que quando nos encontramos numa sala mais preenchida, os nossos movimentos abrandem e pareça que estamos em slow motion (situação que era habitual em muitos jogos da época, enquanto o sistema 3D não foi devidamente aperfeiçoado). Mas isso não retira jogabilidade ao jogo, que mantém nota muito alta e que influenciou mais tarde maravilhas como Head Over Heels (considerado o melhor jogo do Spectrum).


Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 5
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 5
Entretimento: 5
Pontuação global: 5

segunda-feira, 7 de março de 2016

Seto Taisho vs Yokai


Nome: Seto Taisho vs Yokai
Editora: NA
Autor: Alessandro Grussu
Ano de lançamento: 2016
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Alexandro Grussu é mais um nome conhecido no panorama homebrew dos Spectrum, que desde há 4/5 anos tem vindo a lançar jogos para esta plataforma. Seto Taisho vs Yokai é o mais recente.

O primeiro ponto favorável do jogo é a sua apresentação, que tal como é apanágio deste programador italiano, desde logo é cativante. Isto incluí a música, que dá o ambiente apropriado para esta aventura. Outro ponto favorável é a sua simplicidade. O objetivo é muito claro, a nossa personagem desloca-se ao longo de várias níveis, compostos por diversas plataformas e inimigos, alguns dos quais nos perseguem, outros que têm movimentos padronizados ao longo do ecrã, e com uma lança, atingi-los uma série de vezes até os eliminar e avançar para o nível seguinte.

 
No entanto, e apesar da razoável jogabilidade, o jogo tem 2 grandes defeitos. O primeiro é o do sistema de colisão, que está longe de ser perfeito e que implica muitas vezes estarmos a desferir golpes nos nossos inimigos, sem que estes sejam atingidos, com consequências drásticas para nós. O segundo grande defeito deste jogo é a sua monotonia. De facto, pouca variação há ao longo dos níveis e pouco mais temos que fazer do que jogar ao gato e ao rato com os nossos perseguidores, diminuindo em muito a longevidade deste jogo.

Resumindo, a ideia e a apresentação são boas, a própria implementação do jogo é razoável, mas, apesar de nos cativar inicialmente, não irá ter longa vida.

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 2
Longevidade: 2
Entretimento: 2
Pontuação global: 2

sábado, 5 de março de 2016

Preview: Donkey Kong Jr


Para quem anda a par da cena homebrew, Gabriele Amore é um nome bem conhecido. Quase tão conhecido como a personagem Donkey Kong, que também já tinha sido alvo de um jogo deste programador em 2013.

O programa ainda está a ser desenvolvido, mas dos poucos ecrãs que tivemos oportunidade de ver, parece-nos que vamos estar perante um jogo bastante divertido. O nosso objetivo é salvar o nosso pai (Donkey Kong) do diabólico Mario, ao longo de vários níveis. Para isso vamos saltando de obstáculo em obstáculo e evitando os vários inimigos que vêm ao nosso encontro. Puro jogo de plataformas, portanto.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Dark Castle


Nome: Dark Castle
Editora: NA
Autor: Kas29
Ano de lançamento: 2016
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

A cena homebrew russa continua a lançar para o mercado programas do Zx Spectrum. Dark Castle é o mais recente e não fica qualitativamente atrás de outros lançamentos desse país.

Neste jogo encarnamos a personagem de Bob, que tem que explorar um castelo encantado, encontrando a saída para cada nível. Mas a nossa tarefa é dificultada pelo facto de o castelo estar completamente às escuras e apenas termos um fósforo (por nível) connosco, que alumia o caminho apenas por breves instantes. A partir daqui temos que dar com o caminho completamente às escuras, sendo o tempo o nosso inimigo principal (além de um fantasma que por vezes vai ensombrando o caminho).

Como se não fosse pouco fazermos o caminho às escuras, mais complicado se torna quando para chegarmos à porta de saída temos que ir saltando através de várias plataformas, onde o tempo e precisão dos saltos são cruciais.Um passo em falso e podemos ir parar ao chão, tendo que voltar a fazer o  mesmo caminho e perdendo tempo precioso. 


Este é daqueles jogos que se pode tornar extremamente frustrante, em especial para quem não tem a tal precisão nos dedos. A fazer lembrar um pouco Abu Simbel Profanation, cuja review aqui foi feita há não muito tempo. Até os gráficos têm algumas parecenças, cumprindo perfeitamente com o objetivo pretendido. É assim um jogo a experimentar, ainda mais sendo distribuído em freeware.   

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 3
Entretimento: 3
Pontuação global: 3

terça-feira, 1 de março de 2016

Motorbike Madness


Nome: Motorbike Madness
Editora: Mastertronic
Autor: Binary Design
Ano de lançamento: 1988
Género: Ação
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Houve uma altura em que os jogos nos quais tínhamos que completar um percurso num determinado tempo limite e ultrapassando uma série de obstáculos, estavam na moda. Skates, motas, bicicletas, patins, tudo servia para ajudar-nos a chegar mais rápido à meta. É o caso de Motorbike Madness, que nos coloca ao volante de uma mota, e no qual temos que ir do ponto A ao ponto B, num total de 10 diferentes níveis, o mais rápido que conseguirmos e sem nos esborracharmos contra um qualquer obstáculo.

Na lista de obstáculos encontramos bandeiras, pneus, árvores, rampas, etc.. Até aqui tudo bem. O problema é que este programa é simplesmente injogável. A Binary Design, que até tem no seu currículo alguns bons jogos, meteu completamente os pés pelas mãos com este. O jogo está tão mal implementado que se conseguirmos passar do écran de abertura, já nos podemos dar por contente.


E é uma pena, pois o jogo até tinha bastante potencial. Os gráficos, monocromáticos e isométricos, estão bem conseguidos, fazendo lembrar Glider Rider (também produzidos pela Binary Design). Até neste aspeto Motorbike Madness é parecido com este último, partilhando alguns dos defeitos, nomeadamente a sua pouca (ou nenhuma) jogabilidade.

E assim se perdeu uma boa oportunidade e, que nem o facto de ser um jogo da categoria budget, o salva.

Jogabilidade: 1
Gráficos (ano de lançamento): 4
Grau de dificuldade: 5
Longevidade: 1
Entretimento: 1
Pontuação global: 1