sábado, 30 de abril de 2016

Spectrum Next


Ainda não se conhecem grandes pormenores, mas dizem que vem um novo Spectrum a caminho, compatível com todos os jogos do mercado, assim como a maior parte dos interfaces e desenhado pelo próprio Rick Dickinson. O site oficial publicita-o como mais rápido,com maior capacidade de memória, melhor imagem, etc..

Estamos ansiosos para conhecer mais novidades. Pode ser que finalmente estejamos perante o sucessor do Spectrum, depois das semi-desilusões do Recreated Spectrum e do Vega.

Para quem estiver interessado em conhecer algumas das características deste novo Spectrum, vejam o vídeo que aqui deixamos.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Deep Core Raider


Nome: Deep Core Raider
Editora: NA
Autor: Paul Jenkinson
Ano de lançamento: 2016
Género: Ação
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

2016 está a ser pródigo em novos jogos para o Spectrum. E Deep Core Raider é mais uma boa surpresa, demonstrando que não é por ser um jogo com um conceito básico ou não ser original que deixa de ser atrativo.

O nosso objetivo é muito simples: controlamos um nave e temos que recolher (roubar) minerais, evitando para isso as defesas fixas do planeta, assim como alguns inimigos móveis. Apenas nos podemos deslocar para cima (a propulsão gasta combustível), esquerda e direita, e disparar um laser. Mas este laser apenas elimina os inimigos móveis. Os restantes inimigos terão que ser evitados com bastante perícia, pois ao mínimo descuido é a morte do artista.


Este jogo faz-nos lembrar um outro já com 30 anos e que teve duas sequelas (Thrust e Thrust II). Apesar de ter sido aclamado pela crítica da altura (não é alheio o facto de ter saído na categoria budget, portanto com um custo inferior), nunca foi da nossa preferência. Era extremamente difícil de controlar a nave, ao contrário do que aqui se passa.

Os gráficos e o som, apesar de básicos (e mais uma vez a fazerem lembrar os  jogos já referidos), cumprem eficazmente com a missão.

Com cinco planetas para explorar, é garantia de divertimento por umas boas horas. E o último tem uma agradável surpresa.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 3
Entretimento: 3
Pontuação global: 3

terça-feira, 26 de abril de 2016

Mr. Vintik


Nome: Mr. Vintik
Editora: NA
Autor: Aleksandr Titov & Zlata Titov
Ano de lançamento: 2016
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

E da cena homebrew russa acaba de sair mais um jogo para o Spectrum. Desta vez estamos perante um vulgar jogo de plataformas, criado com o Arcade Game Designer, mas que constituí um bom divertimento.

Assim, para que o nosso herói possa salvar a sua amada, tem que, ao longo de dezoito níveis, ativar círculos azuis, ao mesmo tempo evitando ou eliminando uns bicharocos que o perseguem. Para os poder eliminar terá que tocar nos items amarelos que lhe conferem imunidade durante uns segundos ou atrai-los contra uns blocos azuis que aparecem em níveis mais avançados.


Mas apesar da extrema simplicidade do jogo, dos gráficos básicos (para não dizer pior), o jogo tem aquele toque que nos faz sempre voltar mais uma vez. A fazer-nos lembrar uma mistura entre Manic Miner e Pacman, o que só abona a seu favor.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 1
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 2
Entretimento: 4
Pontuação global: 3

domingo, 24 de abril de 2016

The Double


Nome: The Double
Editora: Scanatron
Autor: Nocturnal Software
Ano de lançamento: 1987
Género: Gestão desportiva
Teclas: NA
Joystick: NA
Número de jogadores: 1

Apesar de ter sido lançado por uma editora muito pouco conhecida (não se conhecem sequer outros jogos desta), The Double conseguiu obter um sucesso comercial bastante respeitável. Para isso muito contribuí a sua simplicidade, conseguindo atingir um público-alvo que normalmente  foge deste tipo de jogos.

O jogo vem assim na senda de jogos como o Football Manager ou o Football Director, no qual assumimos o papel de treinador e manager de uma equipa de futebol inglesa.A sua simplicidade é mesmo um dos seus trunfos. Mas tem outros: a rapidez (não ficamos longos minutos à espera sempre que terminamos uma partida) ou o facto de avaliarmos os jogadores tal como na vida real, isto é, através de muita intuição e relatórios dos olheiros (não existe ratings com as capacidades dos jogadores), contribuindo para dar algum "sal" a este jogo.


No entanto, tamanha simplicidade também acaba por afastar os aficionados deste estilo de jogos. Não podemos, por exemplo, escolher a tática ou o sistema de jogo para cada partida, o que é uma grande falha. Também apenas temos possibilidade de ter dois olheiros, o que implica que em cada jornada apenas podemos ter dois relatórios de jogadores. Assim, a compra de jogadores acaba por ser um pouco "às cegas". Por outro lado, não se compreende a opção de termos que adivinhar o número de espetadores aproximados dos nossos jogos em casa, pois apenas contribuí para fazer diminuir a nossa conta bancária, quando erramos no número (o que acontece com frequência).

Assim, este é um programa que se desenrola em bom ritmo, indicado para os que se querem iniciar neste tipo de jogos, mas que os experts irão deixar de lado rapidamente.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): NA
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 3
Entretimento: 3
Pontuação global: 3 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

The Prayer of the Warrior


Nome: The Prayer of the Warrior
Editora: Zigurat Software
Autor: Restos Software
Ano de lançamento: Nunca foi lançado (1992)
Género: Aventura
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Interface Two
Número de jogadores: 1

Este jogo tem uma particularidade engraçada: nunca foi editado em suporte físico nem lançado comercialmente, apesar de ter sido criado em 1992. provavelmente porque nessa altura os jogos para o Spectrum já não tinham a rentabilidade de antes. E é uma pena, porque no meio dos milhares de jogos que os nuestros hermanos metiam cá para fora, uma boa percentagem não passava da mediania. O que não é o caso deste jogo, razão pela qual, 24 anos depois, vai finalmente (e merecidamente), ter lançamento oficial.

Assim, The Prayer of the Warrior é um misto de jogo de aventura com plataformas (conceito muito parecido com o excelente Castlevania). Na pele do nosso herói, começamos no bosque de Aqueron, onde, munidos de um machado, temos que ir percorrendo os vários cenários, recolhendo os vasos que vamos encontrando pelo caminho e encontrando o coração de Nordim, para derrotar no final do nível um enorme dragão. Só então poderemos avançar para a segunda parte do jogo, e, que como é habitual nos jogos vindos de Espanha, apenas ficará acessível depois de colocarmos a password dada quando completamos esta primeira parte.

Na segunda parte teremos que encontrar 4 amuletos ao longo de um labiríntico santuário. Parte da ação desenrola-se nas catacumbas, pelo que teremos também que ir encontrando algumas tochas para iluminar o caminho, pois como seria de esperar as catacumbas estão às escuras. Só então poderemos tentar derrotar no duelo final Arihman e sermos bem-sucedidos.


Os gráficos são excelentes, criando uma atmosfera lúgubre e fazendo esquecer a quase inexistência de som (a pouca memória do Spectrum não dava para tudo). A ação desenrola-se a um bom ritmo e o jogo é simplesmente viciante. Felizmente que teremos agora oportunidade de adquirir uma cópia física de The Prayer of the Warrior.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 5
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 4
Entretimento: 4
Pontuação global: 4

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Cyberknights


Nome: Cyberknights
Editora: CRL Group PLC
Autor: Robert T. Smith
Ano de lançamento: 1988
Género: Ação
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2

A ideia subjacente a Cyberknights até tinha grande potencial: no século 22 há um desporto que coloca frente a frente robots, tal como se de gladiadores se tratassem. E tal como seria de esperar, nós somos esse robot que tem que encontrar os seus adversários e eliminá-los, enquanto vai apanhando sacos de dinheiro. Isto tudo num labirinto de salas com gráficos muito pobres e pouco imaginativos.

E o jogo até tinha tudo para ser bem sucedido. Apesar da CRL ser algo inconstante nas suas edições, alternando o ótimo (FormulaOne, Academy), com o péssimo, o autor, Robert Smith (não o vocalista dos The Cure), até tem em carteira alguns jogos de estratégia muito bons (Arnhem, Desert Rats). E este jogo até tinha alguns trunfos, como seja um editor no lado B da cassete, onde poderemos desenhar o nosso robot, e a possibilidade de jogarmos contra um oponente humano (neste caso o ecran divide-se em dois, à la Spy vs Spy).


No entanto, o jogo está muito mal implementado, sendo terrivelmente chato. Estamos limitados a vaguear por salas sem fim, à procura dos outros robots, dando uns tirinhos de vez em quando, e desejando que a nossa energia se acabe depressa para por fim a esse tormento. E nem os gráficos, muito fracos, conforme já referimos, nem o som, igualmente muito pobre, ajudam à festa. Estamos assim perante um ideia ingloriamente desaproveitada.

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 1
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 1
Entretimento: 1
Pontuação global: 1

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Through the Trap Door


Nome: Through the Trap Door
Editora: Piranha
Autor: Don Priestley
Ano de lançamento: 1987
Género: Aventura
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

Through the Trap Door é o sucessor natural de Trap Door, uma aventura que obteve um grande sucesso no Spectrum. O jogo foi criado por Don Priestley, programador amplamente conhecido pelas suas aventuras com gráficos descomunais e por um sentido de humor imbatível. Foi assim com Popeye, que marcou uma era, Benny Hill, Flunky (que parodiava a família real britânica), entre outros.

Mas para se ter gráficos tão grandes e com tanto detalhe, inevitavelmente que a jogabilidade e a rapidez do jogo sofriam com isso. E este jogo não é diferente dos já referidos, sofrendo ainda de um outro problema: a falta de originalidade. De facto, quando Trap Door surgiu, foi muito elogiado, não só pelos seus gráficos, mas também pelos desafios que apresentava, sempre com a tal pitada de humor característica deste autor. Já Through the Trap Door, os desafios não são tão atrativos, pelo menos para quem jogou o primeiro jogo da série, soando um pouco a déjá vu.

Para quem não conhece a saga, assumimos a pele de Berk ou de Drutt, personagens de uma série de TV para crianças. Ao longo dos vários níveis temos que ir resolvendo os vários desafios que nos apresentam, sendo necessária uma grande dose de perícia para controlar estas duas personagens (em especial Drutt mais o seu irresistível apetite por nutritivas minhocas.


Os gráficos, como habitual em Don Priestley, são no mínimo muito bons, e o jogo consegue cativar-nos logo de início. Para quem gosta de aventuras com algum pensamento lateral, não vai ficar desiludido com o jogo. Mas para quem não é fã deste tipo de jogos, ou para quem já passou pelo primeiro dos jogos da série, poderá sentir alguma dose de desilusão, até porque deste autor espera-se sempre o máximo.

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 5
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 3
Entretimento: 3
Pontuação global: 3

sábado, 16 de abril de 2016

Flight Simulation


Nome: Flight Simulation
Editora: Sinclair Research
Autor: Psion Software
Ano de lançamento: 1982
Género: Simulador
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Em 1982, nos primórdios do Spectrum, apareceu um programa que superou as expetativas de todos aqueles que pensavam que o computador apenas servia para fazer uns joguitos de arcada. Assim, a Sinclair Research conseguiu recrear quase na perfeição (para a altura) o funcionamento de um Boeing.

Tal como é habitual nos simuladores, este não é um jogo para toda a gente. Antes de se começar a jogar, tem que se ler um manual e memorizar quase o teclado inteiro para conseguirmos manter-nos no ar. Só depois estaremos aptos a pegar nos comandos do avião, e, mais importante, aprender a descolar e aterrar (altura crítica em que acontecem a maior parte dos acidentes).


Olhando agora para o jogo, o tempo não foi muito simpático para ele. Os comandos são lentos, os gráficos básicos, o som inexistente e apenas existem 3 cenários, tendo sido posteriormente criado jogos muito mais evoluídos para esta plataforma. Flight Simulation está um pouco para os simuladores, como o Football Manager está para os jogos de gestão desportiva. No entanto, ninguém lhe tira o mérito de ser um dos primeiros simuladores do Spectrum e de ter elevado a fasquia da programação para patamares antes não imaginados. E ainda se consegue passar umas horas bem agradáveis a tentar aterrar este avião.

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 4
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 3
Entretimento: 3
Pontuação global: 3

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Street Fighter II


Nome: Street Fighter II
Editora: Go!
Autor: Desconhecido
Ano de lançamento: 1993
Género: Beat'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (simultâneo)

Street Fighter II é uma licença de um jogo de arcada da Capcom muito bem sucedido. Apesar de ter saído no final de vida útil do Spectrum, a expetativa por esta conversão era grande. No entanto, o mínimo que podemos dizer é que o jogo furou as expetativas. A começar num sistema de multiload apavorante, que nos obriga a andar para a frente e para trás de cada vez que queremos carregar um novo oponente (mesmo através do emulador somos obrigados a intermináveis minutos de busca e carregamento). E isso acaba por tirar grande parte do divertimento que poderíamos ter com este jogo.

Quanto ao jogo, este até está engraçado. Os gráficos são bastante grandes e detalhados. Um pouco detalhados demais, até, levando a que por vezes não consigamos perceber exatamente onde o nosso oponente está, com consequências bastante dolorosas. O som, por outro lado, é excelente, embora a música seja um pouco irritante (felizmente pode-se desligar).


O jogo também peca um pouco na jogabilidade.  Poderia ser um pouco mais rápido (complicado, com sprites tão grandes e detalhados) e por vezes damos connosco a carregar em tudo o que é botão para tentarmos acertar um único golpe no nosso oponente.

Falando em oponentes, são 11, de vários pontos do Planeta, cada um com o seu truque, e temos que os ir derrotando um a um para conseguir chegar ao fim do jogo.

Não estando entre os melhores do género, também não desmerece, desde que venhamos carregados com uma boa dose de paciência para o sistema de multiload escolhido. Mas enfim, não há milagres e reconhecemos que seria complicado colocar tanto K numa máquina tão limitada em termos de memória como é o Spectrum.

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 4
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 3
Entretimento: 2 (devido ao sistema de multiload)
Pontuação global: 3

terça-feira, 12 de abril de 2016

The Story of the ZX Spectrum in Pixels (vol 1, 2 e 3)


Nome: The Story of the ZX Spectrum in Pixels (vol 1, 2 e 3)
Editora: Fusionretrobooks
Autor: Chris Wilkins
Ano de lançamento: 2014 e 2015

The Story of the ZX Sperctrum in Pixels é uma trilogia que ao longo de 2014 e 2015, através de crowdfunding, foi lançada para o mercado. E para fazer render o peixe, em breve sairá um resumo desta trilogia em edição de bolso. Goste-se ou não da vertente comercial que o Spectrum tem vindo a assumir ultimamente, mas o facto é que tem vindo a ser inundado por inúmeros livros, revistas e material a tentar aproveitar esta onda retro.

Algumas das publicações são simplesmente para esquecer, não sendo o caso desta. A seu desfavor o facto de ser bastante dispendiosa, tendo cada volume um preço atual de cerca de 20 libras. Se a isso juntarmos os portes, ficará muito perto dos 100 euros a vinda para Portugal dos três volumes. Se vale a pena investir em mais esta publicação, isto depende da bolsa de cada um.


À semelhança do livro Sam Dyer, revisto há não muito tempo, também aqui a apresentação e conteúdos têm um nível bastante alto. Da editora Fusionretrobooks, já habituada a lançar publicações, e do Chris Wilkins, personagem bastante conhecida do Universo Spectrum e que também lançou a história da US Gold e da Ocean e brevemente irá lançar a dos Oliver Twins, outra coisa não seria de esperar. As reviews aos jogos, embora breves, são de leitura fácil e objetiva, apenas lamentando-se o facto de mais uma vez o período dos anos 90 mal ser coberto.

Mas onde este livro ganha aos pontos à concorrência é nas entrevistas realizadas a alguns dos nomes mais emblemáticos dos 8 bit. Desde Rick Dickinson (projetista do Spectrum), a inúmeros programadores famosos (Jon Ritman, os irmãos Oliver, Clive Townsend, Mike Lamb, Andrew Hewson, entre outros), designers, engenheiros de som, etc., muito do jet set do Spectrum encontra-se nestes livros. Aliás, os próprios volumes segmentam os tópicos apresentados, sendo o primeiro mais virado para a criação do Spectrum e dos jogos, o segundo para o design gráfico e o terceiro para o som.


Em suma, estamos perante mais uma publicação (neste caso três), obrigatória para os aficionados do Spectrum, sendo aqui o fator de seleção o elevado preço da trilogia, que efetivamente não é para todas as bolsas (pelo preço dos três volumes comprava-se um Spectrum todo artilhado).

Textos: 4
Fotografia: 5
Apresentação: 4
Pontuação global: 4

domingo, 10 de abril de 2016

The Hobbit


Nome: The Hobbit
Editora: Melbourne House
Autor: Beam Software
Ano de lançamento: 1982
Género: Aventura de texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Número de jogadores: 1

As obras de Tolkien proporcionaram muitos jogos para o Spectrum. The Hobbit foi a primeira delas, e também foi uma das primeiras aventuras de texto a aparecerem para esta plataforma. Estávamos em 1982, o Spectrum ainda era uma criança e os jogos da altura pouco evoluídos. Daí que quando surgiu The Hobbit, com gráficos bastante agradáveis e um texto básico mas bastante perceptível, em especial para quem não tinha a língua inglesa como língua-mãe, o sucesso tenha sido imediato, mesmo tendo como mercado-alvo os apreciadores do estilo aventura.

É óbvio que estamos perante um programa bastante datado. Milagres não existem (bem, talvez existam nas obras do Tolkien), pelo que a apreciação global sofre inevitavelmente com isto. Apesar da simplicidade do jogo, há alguns pormenores (e bugs) que até se desculpam, tendo em conta a sua respeitável idade.


Os gráficos, conforme já referido, são agradáveis, mas demoram a carregar (situação usual nos primeiros anos do Spectrum), contribuindo um pouco para a lentidão no desenrolar da história. Os comandos são os habituais em jogos do género, bastante intuitivo e que mesmo os menos habituados a estas aventuras conseguem entrar facilmente na história. Pena que o conteúdo não seja assim tão grande (o jogo tem menos de 25 screens), retirando-lhe alguma longevidade. Mas dado estarmos perante um produto pioneiro, tudo se perdoa...

Grau de dificuldade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 3
Vocabulário: 3
Longevidade: 3
Entretimento: 3
Pontuação global: 3

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Lupo Alberto


Nome: Lupo Alberto
Editora: NA
Autor: Gabriele Amore
Ano de lançamento: 2016
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Gabriele Amore é mais um dos nomes muito conhecidos da cena homebrew Spectrum. E acabou de lançar o seu novo jogo, disponível gratuitamente para download, tal como se tornou habitual nesta plataforma. São muito poucos os jogos que atualmente têm um custo associado, razão pela qual também não se pode exigir muito em termos de qualidade.

Neste jogo assumimos o papel de Lupo Alberto e temos que chegar até Marta, que normalmente está num ponto quase inacessível do ecrã. Mas para isso teremos que em primeiro lugar distrair um cão, que insiste em abalroar-nos (temos que o distrair atirando os ossos que também se vão encontrando em pontos mais ou menos inacessíveis). E para chegar a esses ossos, e também a Marta, teremos que ir construindo plataformas.


Apesar do ideia ser extremamente simples, não se pense que a nossa tarefa é fácil, De facto, estamos perante um jogo extremamente frustrante, com um sistema de movimentação longe de ser perfeito, o que lhe retira alguma atratividade. Os gráficos são medianos, mas cumprem com a sua função. Não sendo um jogo para a posteridade, consegue divertir durante alguns momentos (até porque consta que não é um jogo muito extenso).

Jogabilidade: 2
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 2
Entretimento: 2
Pontuação global: 2

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Invasive Species


Nome: Invasive Species
Editora: The Death Squad
Autor: Sludge
Ano de lançamento: 2016
Género: Ação
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

2016 está a ser pródigo em novos lançamentos. Surge agora um tipíco jogo de arcada a fazer lembrar muitos jogos que saíram nos primeiros tempos do Spectrum, nomeadamente os lançados pela Ultimate, que é a principal inspiração de Invasive Species.

Neste jogo somos uma vespa chamada Willy, que tem como objetivo libertar a costa inglesa de uma série de exóticos seres. Para isso teremos que as empurrar contra o chão ou uns contra os outros, para os podermos eliminar. Mas teremos que o fazer numa certa ordem. Além disso, e para dificultar a nossa tarefa, os bicharocos perseguem-nos, ficando a nossa simpática vespa por vezes encurralada e sem escapatória possível.

Depois de eliminarmos os bicharocos, teremos que recolher um diamante, e só então poderemos avançar de nível.


O jogo tem regas muito simples, e a animação é soberba, assim como os gráficos e o som, além de ser extremamente colorido, sem qualquer colour clash. Mas tanta simplicidade acaba por ser o seu ponto fraco, pois pouco mais temos que fazer do que andar a fugir e perseguir os outros seres, nível após nível. De qualquer forma, o jogo cativa-nos inicialmente, convidando-nos a tentar sempre mais um jogo.

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 4
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 2
Entretimento: 3
Pontuação global: 3

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Husband Chores


Nome: Husband Chores
Editora: NA
Autor: Sebastian Mihai
Ano de lançamento: 2016
Género: Ação
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Husband Chores é um jogo muito básico e que nos coloca na pele de um marido que tem que manter a casa limpa, se não quer sofrer com a fúria da sua esposa (soa familiar, não é?).

Mas a tarefa é complicada, não só porque o lixo teima em ir aparecendo pelos 4 pisos da casa, mas também porque existe um sistema de portas que se vão abrindo e fechando, e que implica não só memorizarmos para onde elas nos levam, mas também porque estas fecham quando menos esperamos, obrigando-nos a perder tempo precioso e a fazer baixar a nossa pontuação.

Este é um jogo extremamente simples e que estaria adequado para 1982. Para 2016, apenas faz sentido se o vermos como uma curiosidade ou brincadeira de alguém que se quer iniciar na programação.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 1
Grau de dificuldade: 2
Longevidade: 1
Entretimento: 1
Pontuação global: 1

sábado, 2 de abril de 2016

Wacky Races


Nome: Wacky Races
Editora: Hi-Tec Software
Autor: PAL Developments
Ano de lançamento: 1992
Género: Ação
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

A Hi-Tec Software foi responsável por lançar para os 8 bits uma série de licenças dos cartoons da Hanna-Barbera, com alguns deles a sair da mediania, como é o caso deste Wacky Races, que em Portugal foi imortalizado como "A Corrida Mais Louca do Mundo". Nesta corrida, na série original, dez corredores tentavam chegar em primeiro lugar, sendo que uma das parelhas, Dick e Muttley (quem não se lembra do riso sarcástico deste diabólico cão?), recorria a toda uma panóplia de truques ilegais para afastar os outros concorrentes do caminho. Mas davam-se sempre mal, pois nunca conseguiam chegar em primeiro. E é precisamente esta parelha que nós conduzimos neste jogo, ao longo de 6 níveis constituídos por duas partes cada.

Na primeira parte tomamos conta do Dick e da sua máquina do mal, e, ao longo do caminho, constituído por uma série de obstáculos e diversas plataformas, e competindo contra mais 3 concorrentes, temos que atingir a meta nos dois primeiros lugares. Na segunda parte assumimos a pele do Muttley e temos que chegar ao fim do percurso dentro do tempo limite, dando cabeçadas no maior número possível de icons, para ganharmos pontos. Se a primeira parte é um jogo puro de arcade, a segunda assemelha-se muito mais a um jogo de plataformas.


E esta variedade ao longo dos níveis é precisamente um dos seus pontos fortes, se bem que a corrida na máquina do mal seja mais feliz que a segunda parte, que se torna um pouco monótona.

Os gráficos, como é habitual na Hi-Tec Software, são tipo cartoon e extremamente apelativos, assim como o som. A velocidade com que conduzimos a máquina do mal é quase estonteante e são necessários reflexos muito rápidos para conseguirmos evitar os obstáculos. Tudo isso contribuí para um dos melhores jogos desta editora e que apenas peca por ter aparecido já no ocaso do Spectrum e, por essa razão, pouca visibilidade ter tido.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 4
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 3
Entretimento: 4
Pontuação global: 4