segunda-feira, 30 de maio de 2016

Grand Prix


Nome: Grand Prix
Editora: D&H Games
Autor: Adam Parker, Shaun G. McClure
Ano de lançamento: 1989
Género: Gestão desportiva
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: NA
Número de jogadores: 2 (simultâneo)

De uma das editoras independentes especializadas em jogos de estratégia desportiva (em especial futebol), chegou em 1989 mais uma tentativa de recrear o mundo da Formula Um. E o jogo até nem está mal implementado. Mas o problema é que quatro anos antes tinha saído Formula One (CRL), que até agora permanece imbatível.

Em relação a este Grand Prix, o jogo tem todas as opções que Formula One já tinha, e ainda muito mais. De facto, neste jogo assumimos mesmo o papel de patrão de uma escuderia da prova Rainha dos desportos motorizados.  Temos mais de uma dezena de opções e de tabelas estatísticas para afinarmos tudo para cada um dos 16 grandes prémios que compõe esta maratona (entre os quais o Grande Prémio de Portugal). Só que à semelhança do que acontece nos jogos de futebol em que assumimos também as funções de manager, por vezes demora muito tempo entre cada opção, retirando desde logo emotividade ao jogo.


E sendo inevitável fazer-mos a comparação com Formula One, verificamos que em em quase todos os aspetos este Grand Prix fica a perder. Desde logo falta-lhe o carisma de Formula One, que quando saiu em 1985 foi arrasado pela crítica, mas que quase toda a gente adorou o jogo, ainda mais quando se conseguia ter 6 jogadores em simultâneo. Neste poderão jogar 2 ao mesmo tempo, mas não consegue ter a mesma piada. Além disso, o facto do som ser inexistente não ajuda a ajuda a recriar um ambiente propício a um evento como um Grande Prémio.

Assim, para quem não conhece Formula One (ou mesmo o clone português Brum Brum), este jogo é aceitável. Para quem já conhece os outros, vai certamente ficar desiludido.

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 2
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 3
Entretimento: 3
Pontuação global: 3

domingo, 29 de maio de 2016

Bomb Munchies V1500


Bomb Munchies, da autoria de Mat Gubbins, é um divertido jogo que foi lançado em 2014. Muito recentemente o autor disponibilizou a versão 1500, com novas funcionalidades, nomeadamente um novo jogo multiplayer para 2 a 4 jogadores cujo objetivo é pintar o tabuleiro através de bombas coloridas, possibilidade de jogar em equipa, etc..

Para quem não conhece Bomb Munchies, desde já dizemos que vale a pena experimentar. A velocidade é alucinante e jogado com outros parceiros humanos é um exercício bastante divertido. Para quem já o conhece, compensa fazer o upgrade da versão que já existia.

Podem vir aqui buscar a nova versão.

sábado, 28 de maio de 2016

Bum Fun Software: próximo lançamento


A Bum Fun Software já tem na calha o terceiro lançamento e que deverá estar pronto para sair nas próximas duas semanas. Desta vez são 2 em 1: Dead Flesh Boy + Super 48K Box, dois jogos de 2015.

O primeiro deles é uma conversão de Flesh Boy. Estamos perante um divertido jogo de plataformas que vê agora merecidamente a edição física.

Já o Super 48K Box é uma conversão de Super Crate Box, da autoria de Andrew Van Beck (tal como o primeiro jogo), e é mais um plataformer que "encaixa" muito bem no motivo desta box.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Tourmaline


Nome: Tourmaline
Editora: Retrosouls Team
Autor: Denis Grachev
Ano de lançamento: 2016
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Da equipa Retrosouls saiu nos últimos dias mais um diamante. E trata-se disso, pois é esse o nosso objetivo: apanhar diamantes.

O programa parecia ser à partida mais um vulgar clone de Boulder Dash, jogo que já teve 1.001 versões ao longo dos anos. Para quem nunca o jogou, o conceito é extremamente simples. Temos que ir escavando ao longo do cenário para apanharmos todos os diamantes, só então poderemos passar para o nível seguinte. No entanto há que ter cuidado, pois ao escavarmos debaixo ou adjacente aos pedregulhos, arriscamos-nos a levar com eles em cima ou a deixar inacessível algum diamante, e lá se vai mais uma vida. É, portanto, um jogo que implica uma grande dose de estratégia na escolha do melhor caminho (por vezes único) para apanharmos todos os tesouros.  


Mas este é mais do que um vulgar clone de Boulder Dash. A começar pelas funcionalidades extras, como a possibilidade de colocar bombas para chegar a locais que doutra forma seriam inacessíveis ou podermos esmagar robots que, por sua vez, se transformam em diamantes (fundamental para passar de níveis), entre outras.

Os gráficos são muito bons, do melhor que se viu neste tipo de jogos. O som também é excelente, embora a música se torne irritante passado há algum tempo (falta a opção para a desligar). E dado que estamos perante a versão 1.0, quer isto dizer que poderemos ver alguns melhoramentos muito em breve, nomeadamente um tempo limite para passar cada nível, para dificultar um pouco mais a nossa tarefa.

Jogabilidade: 5
Gráficos (ano de lançamento): 4
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 4
Entretimento: 4
Pontuação global: 4

terça-feira, 24 de maio de 2016

Bum Fun Software

O simpático e alucinado George Cropper fundou uma nova editora, também com um nome incomum, a Bum Fun Software. E desde logo com dois jogos a serem editados. Segundo o mesmo, serão vendidos a preço de custo, sendo apenas uma forma de promover o Spectrum e os seus programadores. Podem ver o site da editora aqui.

O primeiro dos jogos só poderia ter um nome tão alucinado como o próprio George, e que provavelmente seria censurado se tivesse saído nos anos 80, Crapbert Buttslut in the Muthafuckin' Damn Stone - Circle of the Devil. Trata-se um vulgar jogo de plataformas, feito por programadores polacos em 2012, cujo objetivo é beber vodka (porque é que isso não nos surpreende?). O preço é de 5.99 libras, acrescido de portes (de Espanha).


Já a segunda edição é um grande surpresa, pois é simplesmente um dos melhores jogos que alguma vez foram criados para o Spectrum e que mais tarde ou mais cedo será aqui objeto de análise. Castlevania, conversão feita por programadores russos em 2015, é uma aventura épica que mistura grandes doses de ação e plataformas. O nosso objetivo é matar o Conde Drácula e o jogo é brilhante a todos os níveis. Apenas corre em 128 K, o que é perfeitamente natural, dado a sua extensão. Por 4.99 libras estamos perante uma pechincha.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Prince of Persia


Nome: Prince of Persia
Editora: Magic Soft
Autor: Nicodim
Ano de lançamento: 1996
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Price of Persia tem uma história muito curiosa e que poderá ser interessante ser alvo de pesquisa. mas basicamente este é um jogo cuja versão para PC saiu antes do Spectrum e que nunca teve um lançamento oficial, também porque se trata de um jogo pirata vindo do leste. Houve uma tentativa de o lançar de modo oficial em 1993, através da Domark, mas devido aos altos valores envolvidos em licenças, nunca saiu cá para fora. Assim, três anos depois, dois russos lançaram, pela porta dos fundos, aquela que é uma das melhores conversões para o Spectrum.

Tal como o nome indica, o jogo desenrola-se na antiga Pérsia. O nosso personagem tem, ao longo de um labiríntico palácio, repleto de inimigos e armadilhas, que ir encontrando a saída nível a nível, para no último salvar a princesa, derrotando o inimigo Jaffar e permitindo ao Sultão, voltar a tomar o controlo do reino.

Mas a tarefa, além de enorme, é também muito complicada. Não basta ser necessário um grande sentido de orientação para nos orientarmos no palácio, até porque a nossa missão tem um tempo limite, além de um timing e grande precisão nos dedos para conseguirmos ir ultrapassando todos os obstáculos, mas também ir derrotando os muitos inimigos que obstruem o caminho. E para os derrotar teremos que saber manejar muito bem a espada.


O jogo está muito fiel ao original e aquilo que parecia uma tarefa impossível, conseguir converter o Prince of Persia para o Spectrum, foi conseguido com sucesso. Os gráficos são muito razoáveis, o som minimalista, mas também mais não seria preciso, a jogabilidade boa e, tudo junto, os  autores conseguem recriar uma atmosfera perfeita. É assim um jogo a experimentar e que só se lamenta não ter saído uns anos antes do ocaso do Spectrum.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 4
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 4
Entretimento: 5
Pontuação global: 4

domingo, 22 de maio de 2016

Retromania procura colaboradores


Retromania, um dos melhores sites relacionados com o retro e que costuma dar amplo destaque ao Spectrum, necessita de colaboradores de língua oficial portuguesa para escreverem reviews, artigos, etc.. Para isso basta preencherem o formulário que está na sua página. Aproveitem também para dar uma espreitadela aos conteúdos do site, pois não irão ficar desiludidos.

sábado, 21 de maio de 2016

Popeye


Nome: Popeye
Editora: NA
Autor: Gabriele Amore
Ano de lançamento: 2016
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

E conforme prometido, aqui fica o segundo dos jogos lançados por Gabriele Amore nos últimos dias. Tal como o título do jogo indica, assumimos a papel do Popeye, nesta conversão de um jogo da Nintendo de 1983.

O nosso papel é apanhar os corações que a Olivia Palito lança, ao mesmo tempo evitando Brutus e uma bruxa do mar, assim como as garrafas que nos vão atirando e que teremos que evitar ou eliminar, neste caso com recurso aos espinafres. Também podemos travar o Brutus durante um certo período de tempo, mas para isso temos que lhe acertar com a mola, depois de darmos um soco certeiro no saco de boxe.


Ao contrário de Bubble Frenzy, a sensação que fica é que estamos perante um jogo inacabado. Além de ser tão, ou mais difícil que o primeiro, também não está tão bem implementado, fazendo com que muitas vezes não consigamos ir para as plataformas pretendidas. Além disso, a extrema rapidez do jogo leva a que seja ainda mais complicado de dirigir o nosso herói.

Os gráficos também são fracos, e a única coisa que escapa neste jogo é o som, da autoria de Alessandro Grussu, outro programador muito profícuo no lançamento de jogos para o Spectrum.

Jogabilidade: 1
Gráficos (ano de lançamento): 2
Grau de dificuldade: 5
Longevidade: 2
Entretimento: 1
Pontuação global: 1

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Spectrum Next: novas imagens

A conta-gotas vão surgindo novas informações sobre o Spectrum Next. Na página oficial, já se encontra uma secção de FAQ, com algumas das nossas dúvidas respondidas. Mas ainda não se sabe o preço de venda final nem quando se inicia a campanha de crowdfunding.

Disponibilizamos também alguns esboços novos daquilo que poderá ser o Spectrum Next.





quarta-feira, 18 de maio de 2016

Magical Tower Adventure - Mini Version


Nome: Magical Tower Adventure - Mini version
Editora: NA
Autor: Timmy
Ano de lançamento: 2016
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Magical Tower Adventure é mais um jogo acabado de dar à luz. E desta vez estamos perante um típica aventura de role play.

Assim, o nosso herói está encerrado num castelo, que é um autêntico labirinto. A sua missão é chegar à torre e ai matar o dono do castelo. A razão, não se sabe, mas sendo o jogo parco em instruções, rapidamente entramos no esquema e começamos a progredir.

Iniciamos a nossa aventura numa sala e desde logo damos com uma chave amarela. A sua finalidade é óbvia, abrir a porta amarela que se encontra defronte de nós. A partir daí temos que ir explorando as salas, tendo o cuidado de não ficarmos encerrados em algum ponto que não nos permita avançar. Mapear as salas e ter o cuidado de ir apanhando todas as chaves, é fundamental, assim como uma boa estratégia.


Por outro lado, a obstruir o caminho encontram-se vários inimigos. Por vezes não temos alternativa senão defrontá-los, mas deveremos antes ver o seu poder defensivo e atacante, pois se estivermos fracos, corremos o risco de ser mortos. Convém também ir apanhando os morangos, que nos dão energia, e ir falando com alguns personagens um pouco mais amigáveis, que nos vão dando umas dicas.

Para já o jogo ainda tem apenas 10 níveis (dai o nome de mini version), mas o seu autor está a trabalhar (aos poucos) numa versão mais longa, deixando-nos com muito boas expetativas para o que se segue, já que esta pequena demonstração é bastante interessante.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 4
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 3
Entretimento: 4
Pontuação global: 4

terça-feira, 17 de maio de 2016

Bubble Frenzy


Nome: Bubble Frenzy
Editora: NA
Autor: Gabriele Amore
Ano de lançamento: 2016
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Gabriele Amore é um caso especial no universo do Spectrum pela quantidade de jogos que lança num curto espaço de tempo. Assim, com apenas poucas horas de diferença, meteu cá para fora este Bubble Frenzy, mas também Popeye, que será aqui analisado dentro de uns dias.

O objetivo neste jogo é conseguir num tempo limite, sempre demasiado curto, fazer com que as bolhas caiam nas lanças que se encontram no piso térreo. Para isso temos que ir abrindo buracos nas plataformas, para que as referidas bolhas possam rebentar nas lanças. Mas temos que ter muito cuidado, não só porque quando abrimos um buraco, não conseguimos depois voltar atrás e repor a plataforma tal como estava (e o teclado é demasiado sensível), mas também porque não podemos tocar nas bolhas (e algumas até disparam contra nós). É caso para dizer, "pensa rápido, move-te ainda mais depressa", tal como referido no ecrã inicial.


Graficamente Bubble Frenzy faz lembrar outros jogos de plataformas como o Bubble Bobble, e a própria rapidez e som contribuem para esta semelhança (além do nome, obviamente). É também apelativo qb e vai fazer as delícias de todos aqueles que gostam deste tipo de jogos de arcada. Para aqueles que gostam de jogos que exijam alguma ponderação, esqueçam-no, pois apenas irá trazer uma enorme frustração, já que o grau de dificuldade é desesperante.

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 2
Grau de dificuldade: 5
Longevidade: 3
Entretimento: 3
Pontuação global: 3

domingo, 15 de maio de 2016

Barry McGuigan World Championship Boxing


Nome: Barry McGuigan World Championship Boxing
Editora: Activision
Autor: John F. White, Tony R. Porter, W.C.R. Allen, Troy Lyndon, Doug Barnett
Ano de lançamento: 1985
Género: Beat'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2

Barry McGuigan's foi um famoso boxeur irlandês, conhecido como o ciclone de Clone (terra de onde é oriundo) e deu origem a um engraçado jogo no qual controlamos precisamente Barry (como não podia deixar de ser), que tem que à custa de muito soco tornar-se campeão mundial da especialidade. Para isso temos que vencer em combate os restantes adversários, em número de dezoito.

O detalhe do jogo é bastante grande e nenhum pormenor foi esquecido. Podemos assim selecionar as características do nosso boxeur (incluindo o corte de cabelo), escolher o adversário com quem queremos combater, tendo em conta as suas características (por forma a definir a nossa tática de acordo com estas), definir os tempos para treinos, etc..

Cada combate pode ter até 12 rounds de 3 minutos cada e temos ao nosso dispor os usuais movimentos ofensivos e defensivos. Mas devemos ter em conta que de cada vez que tentamos atingir o nosso adversário com um golpe, independentemente de acertamos ou não, perdemos um pouco de energia. E a chave para sermos bem sucedidos está mesmo aqui. Teremos que ser certeiros nos nossos golpes, doutra forma cansamo-nos rapidamente e o nosso adversário atira-nos ao tapete.


O jogo é notável, tendo em conta que estamos perante um programa de 1985. O nível de detalhe, os movimentos, a estratégia, os gráficos, tudo contribuí para que o jogo nos agarre desde início. Apenas o som poderia ser melhor (e já agora a possibilidade de desligar o som no menu inicial), mas também não se pode ter tudo. É talvez o melhor jogo de boxe que foi feito para o Spectrum.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 4
Longevidade: 4
Entretimento: 5
Pontuação global: 4

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Thunderturds II


Nome: Thunderturds II
Editora: The Death Squad
Autor: Sludge
Ano de lançamento: 2016
Género: Ação
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

Thunderturds II (sequela de Thunderturds que saiu em 2013), é um jogo de 16 K que faz lembrar aqueles jogos que saíram nos primeiros tempos do Spectrum e que nos cativavam durante horas e horas. Pela sua simplicidade, pelas cores, pelos gráficos amorosos, tudo isto era novidade naqueles tempos. Mas já se passaram mais de 30 anos e desses jogos ficam apenas as boas memórias.

Assim, tudo isto para dizer que apesar deste ser um jogo que está muito bem implementado, nesta altura do campeonato esperamos por tarefas com mais alguma complexidade que não seja apenas carregar em botões e fugir de bicharocos estranhos. Sim, porque o objetivo deste jogo é apenas ir carregando em botões, numa certa ordem indicada (a cor do menu score indica qual o botão que se deve pressionar). Se conseguirmos carregar no número necessário antes do tempo limite acabar, e também sem sermos apanhados pelos tais bicharocos, passamos de nível.


E o jogo resume-se a isto, o que é pena, pois tem gráficos e som agradáveis, uma jogabilidade acima da média, e com mais alguma variedade poderíamos estar perante um jogo bastante melhor.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 2
Longevidade: 2
Entretimento: 2
Pontuação global: 2

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Predator


Nome: Predator
Editora: Activision
Autor: Source Software
Ano de lançamento: 1987
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Arnold Schwarzenegger estava no auge da sua carreira no final dos anos 80, e além de motivo de muita gozação nas revistas do Spectrum da época, os filmes onde participou originaram bastantes jogos. A maior parte deles valiam-se do nome do ator para apresentarem produtos sem qualidade, mas que eram sempre um sucesso comercial. As próprias revistas da época, sabe-se lá porquê (embora se suspeitasse), regra geral davam boas reviews a estes jogos.

E é precisamente o caso de Predator. Um filme mediano deu origem a um sucesso comercial estrondoso. Um jogo menos que mediano deu também origem a vendas brutais, enganando assim muitos, que pagavam quase 10 libras por este jogo (em Portugal era ligeiramente mais barato, por 200 escudos já se conseguia uma cassete pirata).

E o jogo até começa bem, com uma excelente apresentação, que, no entanto, acaba por ser repetitiva, pois temos que passar por ela sempre que perdemos as vidas. Depois de um auspicioso começo, o jogo praticamente acaba, pois limitamo-nos a correr da esquerda para a direita, de vez em quando dando um tiro para matar um inimigo, para mais à frente termos o encontro final com o Predador.


E é caso para perguntarmos onde é que fica o jogo no meio disto tudo? Não fica, pois apesar de gráficos sofríveis, uma boa apresentação, som fraco, pouco mais sobra. E assim se desperdiçou uma licença, que até tinha bastante potencial. Mas quando se tem o Schwarzenegger como ator principal, não é necessário grande conteúdo, não é?

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 2
Longevidade: 1
Entretimento: 2
Pontuação global: 2

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Attack of the Rgbobots


Nome: Attack of the Rgbobots
Editora: NA
Autor: Jari Komppa
Ano de lançamento: 2016
Género: Estratégia
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Interface Two
Número de jogadores: 1

E desta vez temos mais um jogo da cena homebrew, pródiga em lançamentos nos últimos tempos. Aliás, o Spectrum tem vindo ultimamente a ter um grande impulso, juntamente com outros computadores de 8 bits. A onda revivalista está no auge, com novos jogos todas as semanas e com novo hardware em perspetiva (Spectrum Next e Vega +, por exemplo).

E a provar que as ideias mais simples também podem dar bons jogos, temos Attack of the Rgbobots. O objetivo é apenas um, sermos o último robot no tabuleiro. E toda a ação se desenrola como se de um jogo de tabuleiro se tratasse. Temos 3 tipos de robots, verdes, vermelhos e azuis (as cores são casuais, nada têm a ver com os clubes de futebol portugueses). Os robots verdes eliminam os vermelhos, que por sua vez eliminam os azuis e que por sua vez eliminam os verdes.


Podemo-nos deslocar livremente pelo tabuleiro de jogo, tendo sempre o cuidado de não ficar numa casa adjacente aos robots que nos eliminam. Como temos a possibilidade de mudar a cor do nosso robot, conforme a nossa conveniência, a tarefa não é muito complicada. Ainda mais quando não existe tempo limite para fazermos a nossa jogada (o jogo desenrola-se por turnos).

Esta é mesmo a grande pecha deste jogo, pois podemos ponderar muito bem as nossas jogadas, adiando a nossa morte quase até ao infinito. Mas os gráficos e o som são agradáveis e é um programa que nos distrai por umas boas horas.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 2
Grau de dificuldade: 1
Longevidade: 3
Entretimento: 4
Pontuação global: 3

sábado, 7 de maio de 2016

ZX Striker


Nome: ZX Striker
Editora: NA
Autor: Valdir
Ano de lançamento: 2013
Género: Ação
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 16 (simultâneo)

Zx Striker é o primeiro jogo português que aparece em Planeta Sinclair. E apesar de ser um jogo extremamente simples, o facto de poderem até 16 jogadores (humanos) participarem confere-lhe logo uma grande dose de emotividade.

Assim, o nosso objetivo é apenas um: marcarmos mais golos que o nosso adversário, num campeonato de 16 equipas, onde todos jogam contra todos e terminarmos em primeiro lugar. Cada vitória vale 3 pontos e o empate 1 ponto (o jogo é recente).


Para marcarmos os golos, o nosso jogador posiciona-se aleatoriamente no campo e temos então 6 segundos para rematar à baliza. A bola vai rodando de um lado para o outro, portanto o timing em que chutamos a bola é fundamental para a conseguirmos meter dentro da baliza. O guarda redes é sempre controlado pelo computador, quer na nossa equipa, quer na equipa adversária. Por outro lado, podemos rematar com efeitos, normalmente a única forma de fazermos golo de longe.

O jogo não tem som e os gráficos são básicos, mas suficiente para o efeito. No entanto a jogabilidade é bastante boa, o jogo bastante rápido e 16 pessoas conseguem em pouco mais de uma hora fazer um campeonato completo.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 2
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 4
Entretimento: 4
Pontuação global: 3

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Good Night Kanga


Nome: Good Night Kanga
Editora: NA
Autor: Gabriele Amore
Ano de lançamento: 2016
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Interface Two, Kempston
Número de jogadores: 1

Ainda há cerca de um mês Gabriele Amore tinha lançado Lupo Alberto, e já está a lançar um novo jogo. Impressionante a cadência deste programador.

O screen de abertura de Good Night Kanga dá-nos logo as boas vindas (ou as boas noites) com uma versão de Axel F de Harold Faltermeyer. A partir daí desenrola-se um típico jogo de plataformas, a fazer lembrar Bubble Bobble e quejandos.

Assim, ao longo dos vários screens temos que ir socando as lâmpadas até podermos dar o beijo de boa noite ao nosso filho e passar de nível. O problema é que anda um macaco bastante chato atrás de nós. De cada vez que nos toca ou nos atinge com morangos, perdemos uma vida e temos que recomeçar o nível.


Este jogo está bastante mais atrativo que Lupo Alberto, embora com um conceito semelhante, e até gráficos parecidos. Mas a jogabilidade é melhor, no seu todo está melhor implementado, e, como consequência, o nosso divertimento é maior. E tem aquele toque que nos leva a tentar sempre mais uma vez.

Jogabilidade: 4
Gráficos (ano de lançamento): 3
Grau de dificuldade: 3
Longevidade: 3
Entretimento: 3
Pontuação global: 3

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Lamega


Nome: Lamega
Editora: NA
Autor: Rikokun
Ano de lançamento: 2016
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Por vezes o pessoal está aborrecido e dá-lhe para criar uns jogos muito básicos em Basic. É o caso de Lamega, que também não tem pretensões a ser mais que um simples exercício de programação.

Assim, Lamega é um clone muito básico do Space Invaders (que por sua vez já era básico). Com a nossa nave temos que ir destruindo as sucessivas vagas de inimigos, que ainda por cima não param quietas, correndo o risco de colidir connosco, indo-se mais uma vida no processo. E assim sucessivamente, ao longo dos níveis, sem grandes novidades, sem grande emoção.

Para ver como curiosidade, apenas.

Jogabilidade: 3
Gráficos (ano de lançamento): 1
Grau de dificuldade: 2
Longevidade: 1
Entretimento: 1
Pontuação global: 1

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Spectrum Next: características principais


Aos poucos vão-se revelando alguns esboços e as características principais do Spectrum Next:
. Processador: Z80 a 3.5 e 7 Mhz
. RAM: 512 KBytes
. Video: ULA+ com modos de vídeo extra e cores expandidos
. Chips de som AY-3-8912 ou YM2149
. Saídas de video RGB, VGA e HDMI.
. Porta DB9 para joystick Interface 2 da Sinclair
. Porta PS/2 para Mouse, Kempston e teclado externo
. Bus de expansão original do Spectrum 48k/128k
. Portas EAR e MIC, cartões SD, compatível com DivMMC, Multiface
. Leitura de formatos TAP, SNA, Z80 e TRD
. Cores preto e branco (edição limitada), com possibilidade de haver outras cores no futuro