segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Squares


Nome: Squares
Editora: NA
Autor: Kas29
Ano de lançamento: 2017
Género: Ação
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Desde Angry Birds que não se ouvia falar do programador russo Kas29. E tal como é apanágio deste autor, cria sempre jogos bastante originais e coloridos.

Desta vez estamos perante uma tarefa muito simples e que exige grande capacidade de concentração e muito boa vista. E já agora uma televisão ou monitor a cores. Apenas temos que, num tabuleiro repleto de quadrados, escolher aquele que achamos que é o menos brilhante. Para isso temos um tempo limite, findo o qual perdemos a única vida que temos.


O jogo é frenético e enganem-se se pensam que estão perante uma brincadeira de crianças. Às páginas tantas os vossos olhos começam a enganar-vos e já não conseguem sequer distinguir as cores, quanto mais detetar a mais baça. Além de vos exigir reflexos ultra rápidos e uma grande capacidade de reação.

Não sendo um jogo que vos vai manter presos ao ecrã por muito tempo, tem a vantagem de ser extremamente original e estar bem implementado, conseguindo assim cativar-nos.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Castle Capers


Nome: Castle Capers
Editora: NA
Autor: Gabriele Amore
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Gabriele Amore parece uma máquina, tal a cadência de jogos que mete no mercado. Castle Capers é a sua nova obra, mas infelizmente enferma dos mesmos defeitos que a grande maioria dos seus programas feitos no Arcade Game Designer. Se bem que se tenha notado alguma (pouca) evolução desde Donkey Kong Jr., que a nível de jogabilidade era muito fraco. Mas o problema é também que pouca ou nenhuma variedade este autor confere aos seus programas, levando a que vendo-se um se possa dizer que temos todos vistos.

O objetivo aqui é resgatar fadas, para isso evitando os inimigos que andam de um lado para o outro no ecrã e que se nos tocam, lá se vai uma vida. Uma vez que temos vidas infinitas isso não é grande problema, mas é ingrato estarmos a voltar constantemente ao início do nível.

Temos algumas ajudas na nossa tarefa, desde logo a capacidade que temos de construir (e destruir) blocos, que não só nos permitem evitar os inimigos, mas também fazer-nos mover entre as plataformas. Mas também pouco mais temos que fazer que construir blocos e desviarmo-nos dos inimigos, e a tarefa começa a tornar-se monótona ao final de alguns minutos.


Os gráficos são os habituais neste autor. pequenos, muito coloridos, mas que servem para o efeito. Assim como o som. E se bem que a jogabilidade seja aqui um pouco melhor que em jogos anteriores de Gabriele Amore, não é ainda a suficiente para nos satisfazer. É assim um jogo que poderão espreitar, até porque como todos os seus jogos são gratuitos, mas não esperem ficar encantados.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Novos lançamentos da Bum Fun Software

De uma assentada a Bum Fun Software coloca no mercado oito jogos, alguns nunca antes lançados.

Chicks & Bricks / Elixir Vitae / Uroboros contém 3 jogos de arcada / puzzle, sendo o primeiro, tal como o nome indica, erótico.


Komando 2 já aqui foi analisado.


Jet Story é o sucessor de F.I.R.E., analisado em Planeta Sinclair há não muito tempo. Apesar de ser um jogo de 1992, é pela primeira vez lançado em formato físico nas ilhas britânicas.


Curse of the Night é um aventura alemã / eslovaca, lançado em 1993 e traduzido agora para inglês.


Mysterious Dimensions também já aqui foi analisado.


Tetris 2 é uma reedição de um jogo de 1990 que dispensa demais apresentações, de tão conhecido que é.


Renegade é um novo jogo de Rafal Miazga, programador polaco com muitas provas dadas no Spectrum.


E finalmente mais um jogo de Rafal Miazga, Skyscraper of Doom, que incluí ainda um jogo de bónus, Safecracker.


Destaque para Renegade que tem um preço imbatível (8 libras).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

SetoLOAD


Alessandro Grussu, profícuo programador da cena Spectrum, disponibilizou agora gratuitamente SetoLOAD, um turbo loader que poderão colocar nos vossos jogos e que apenas ocupa 178 bytes, tem uma velocidade de carregamento de 3.000 baud (o dobro da velocidade dos carregadores normais) e permite inúmeras variações em termos de cores.

A única compensação que Grussu pede é que quando utilizarem esta ferramenta, o nome dele seja mencionado no jogo, o que nos parece-nos justo. De resto podem aqui vir buscar gratuitamente esta útil ferramenta.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Preview: Foggy's Quest

Depois de terem aparecido jogos em abundância nos dois últimos meses de 2016, janeiro está a ser mais calmo em termos de novos lançamentos. Mas isso não impede que os programadores estejam a levantar o véu relativamente a alguns trabalhos em curso.

É o caso de Foggy´s Quest de John Blythe, que apresenta mais um jogo de plataformas criado com o Arcade Games Designer, e que pela amostra permite-nos dizer que temos provavelmente mais um vencedor.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Preview: Monty Mole and the Temple of Lost Souls

Andy Johns ainda muito recentemente lançou uma aventura inspirada em Monty Mole (pode ser lido aqui), e já está às voltas com um novo jogo, inspirado na mesma personagem e também criado no Arcade Game Designer.

Para já apenas existe um pequeno vídeo, mas a amostra deixou-nos água na boca.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

City Connection


Nome: City Connection
Editora: NA
Autor: Manuel Lemos, Ricardo Pinho, Paulo Gordinho
Ano de lançamento: 1988
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

City Connection foi programada por 3 estudantes  portugueses algures no ano de 1988, embora o jogo nunca tenha tido edição física por falta de interesse das editoras. O que é uma pena, pois é melhor do que muita coisa que foi feita na altura e pelo menos merecia entrar no mercado dos budget.

Covertido a partir do jogo de arcada com o mesmo nome, assumimos o controlo de uma viatura sendo o nosso objetivo de, ao longo de 8 cidades / países (Londres, Holanda, Índia, China, Paris, Japão, Egipto e Sidney), caminhar por todas as estradas de cada cenário, preenchendo-as. Estamos assim perante um típico jogo de plataformas, onde nos vamos desviando dos outros obstáculos, sob a forma de carros, peões e até balões. Pelo meio podemos ir apanhando latas de óleo que servem para atingir os outros carros.


Os gráficos são engraçados, bastante coloridos, com os motivos afetos a cada cidade ou país perfeitamente identificáveis. A velocidade e fluidez da ação são boas e o único senão é a demasiada sensibilidade do controlo do carro levando a que por vezes, inadvertidamente, esborrachemo-nos contra os obstáculos.

Este jogo foi também analisado no saudoso Ponto por Ponto, apresentado pelo Paulo Dimas, e pode ser aqui visualizado.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Chronos


Nome: Chronos
Editora: Mastertronic
Autor: The Radical Tubes
Ano de lançamento: 1987
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Budget não é sinónimo de baixa qualidade, e a Mastertronic, quer seja através da casa-mãe, quer através das suas sucursais, lançou alguns bons jogos a baixo preço (praticamente ao preço de uma cassete pirata em portugal). É precisamente o caso de Chronos, shoot'em'up que tem tanto de simples, como de eficaz. Não esperem no entanto por um R-type, jogo lançado uns meses depois e que atingiu o topo dos jogos do género. No entanto, o que aqui temos é mais que suficiente para para deixar qualquer shooter mais que satisfeito.


A história pouco tem de original. Temos que libertar Chronos, Deus do tempo, que se encontra aprisionado. Para isso temos que ao longo de seis níveis horizontais, o que favorece sempre qualquer jogo do género, ir abatendo tudo o que se mexa. Os inimigos aparecem sempre de frente em padrões aleatórios, pelo que não teremos possibilidade de memorizar as suas posições. Mas a ação é frenética e é obrigatório estarmos sempre em movimento e com o dedo no gatilho se queremos ir avançando. E pelo meio ainda vamos vendo algumas mensagens humorísticas e até nomes de bandas musicais.


Os gráficos são bastante funcionais, se bem que monocromáticos, o que evita problemas de atributos e acelera a velocidade do jogo. O seu único senão é mesmo o grau de dificuldade, que é relativamente baixo, e que nem mesmo a sequência final traz alguma novidade. Assim, não é de estranhar que após quatro ou cinco tentativas consigamos terminar o jogo.


Em suma, trata-se de um jogo bastante agradável e que ao preço que foi lançado no mercado conferia um ótima relação preço / qualidade.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Mega Tetris 2000


Nome: Mega Tetris 2000
Editora: Push & DGMS
Autor: Alexey Pajitnov
Ano de lançamento: 1999
Género: Puzzle
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Mega Tetris 2000 é mais um jogo lançado pelos programadores russos para os clones do Spectrum (com capacidade bastante superior a este). E ao contrário do que acontece em muitos jogos russos, os menus até estão em inglês, facilitando a nossa vida.

Tal como o nome indica, a base do jogo é o Tetris, também inventado pelos russos. E desta vez estamos perante uma cópia de alto nível, com gráficos excelentes, ou não tivesse sido criado inicialmente para os Scorpion, Pentagon e afins. Além disso podemos configurar inúmeras opções, desde os gráficos, cenários, som, cores, etc., etc.. São tantas as opções que nos provocam uma saudável dor de cabeça.


Quando iniciamos o jogo, este processa-se tal e qual como o Tetris original, ou seja, temos como objetivo preencher linhas com as peças que vão caindo, não deixando acumular peças até ao topo. O único senão, ou talvez não tenhamos jogado bastante, é que parece que permanecemos sempre no mesmo nível, não existindo alteração ao nível da velocidade das peças.

Na ausência dos clones do Spectrum citados, tivemos que utilizar um emulador, com as possíveis alterações ao nível da velocidade. Aguardamos a saída do Spectrum Next e a possibilidade deste correr estes jogos, para aferirmos também esta vertente.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Doc the Destroyer


Nome: Doc the Destroyer
Editora: Melbourne House
Autor: Beam Software
Ano de lançamento: 1987
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Doc the Destroyer é uma original aventura que consegue juntar inúmeros estilos. Assim, consegue combinar os ambientes das aventuras gráficas, com estratégia e com momentos puros de pancadaria (beat'em'up). E o que normalmente acontece em jogos que não são carne nem peixe é que não conseguem ser bons em nenhum dos estilos, precisamente o que acontece aqui.

Nesta aventura assumimos o papel de Doc, um viajante do tempo que entra na cidade de Dome à procura da sua máquina do tempo. Mas a cidade está infestada de inimigos e muitas vezes temos que tomar decisões como a de atacar, fugir, ou até tentar sorrateiramente contornar os nossos oponentes. Por vezes teremos também que interagir com eles, já que é a única forma de obtermos as pistas que nos levam até à máquina que nos permite fugir da cidade.


Aliás, o elemento de estratégia começa logo no início do jogo quando temos que escolher as características da nossa personagem, nomeadamente a força, resistência, inteligência, carisma e sorte. E é bom que façamos uma escolha apropriada, pois isso irá definir depois o sucesso ou insucesso da nossa missão.

Mas realmente o que deita tudo a perder neste jogo são os (muitos) momentos em que temos que enfrentar os nossos inimigos, pois limitamo-nos num cenário insípido a tentar golpeá-los e, ao mesmo tempo, evitar sermos atingidos. E esta parte torna-se extremamente monótona (fazendo lembrar Fighting Warrior, também da Melbourne House, e que sofre dos mesmos defeitos), ao ponto de rapidamente nos fartarmos do jogo.


Resumindo, Doc the Destroyer até tinha potencial para ser uma aventura interessante se dispensasse a parte da ação. Assim é apenas mais um jogo que não acrescenta nada ao género.

domingo, 15 de janeiro de 2017

ATF


Nome: ATF
Editora: Digital Integration
Autor: Ian Beynon, Kevin J. Bezant
Ano de lançamento: 1988
Género: Simulador
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (em simultâneo)

Desde já fica aqui um aviso, ATF (Advanced Tactical Fighter) não é um jogo para principiantes. Não porque seja demasiado complexo ou até porque implique ler um manual com centenas de páginas como acontece com alguns simuladores de voo, mas porque são 21 teclas que temos que estar de olho. E apenas tendo duas mãos, a não ser que joguem com um parceiro, é complicado ter capacidade de reação atempada, ainda por cima quando estamos perante um jogo extremamente rápido.

Mas ATF tem todos os predicados que fazem as delícias dos amantes de simuladores de voo. E uma novidade que pode fazer com que os mais virados para os jogos de arcada se interessem também por ATF: ao contrário da maioria dos restantes simuladores no mercado em que temos a vista através do cockpit do avião, aqui vemos o nosso avião à nossa frente, favorecendo a rapidez e fluidez da ação. Aliás, momentos mortos é o que ATF não tem.


Assim, depois de passarmos pelo mapa inicial onde visualizamos os alvos a abater e de rearmarmos o nosso avião com a habitual metralhadora, dois tipos de mísseis (ar-ar e ar-terra) e combustível, estamos aptos a levantar voo. Basta acelerar o avião e subir que imediatamente estamos no ar. O pior vem depois, pois hordas de inimigos aproximam-se e passamos o tempo a tentar abatê-los ou a desviarmo-nos. E este talvez seja o único ponto fraco deste jogo, é que os cenários e as missões são todas muito semelhantes e ao final de algum tempo sentimos falta de alguma variedade.


De resto estamos perante um jogo extremamente bem implementado (não é à toa que demorou 1 ano a ser programado), com gráficos e som bastante aceitáveis, e que mantém o nosso interesse por muito e muito tempo.

Uma curiosidade, este simulador coloca-nos aos comandos de um Lockheed YF-22A que não estava ainda em serviço em 1988, pelo que a Digital Integration optou por não especular muito sobre as características do avião, levando a que o jogo tivesse (felizmente) uma vertente mais de arcada.

Uma vez que as teclas não se encontram disponíveis no World of Spectrum nem em algum site que tenhamos pesquisado, aqui ficam as 21 que vão necessitar de memorizar:
. 5 a 8  - direção
. 0 ou space - Tiro
. Q e A - aumentar e diminuir velocidade
. U - trem de aterragem
. L - aterragem automática
. T - seguir o terreno
. Sym shift - linhas de terreno
. J - desativar sinal de radar
. C - computador de bordo
. D - selecionar dados de bases aliadas ou inimigas
. E - selecionar categoria da base de dados
. F - avançar
. R - recuar
. G - encontrar alvo mais próximo
. Enter - trancar base de dados
. M - lançar míssil
. N - Selecionar míssil

sábado, 14 de janeiro de 2017

Demo: Wild Angels


Wild Angels, gang beat'em'up criado por Oleg Origin (responsável por obras primas como Metal Man Reloaded ou The Dark), nunca chegou a ser terminado. O que é uma pena pois aquilo que vemos na versão demo indica que iríamos estar por um excelente jogo, com gráficos acima da média (embora com algum colour clash), ainda por cima com a possibilidade de duas lutadoras em simultâneo (sim, aqui, à semelhança de Saboteur 2, assumimos o papel feminino).

A história é desconhecida, até porque o jogo encontra-se todo em russo dificultando portanto a nossa leitura. Mas também não é o que para aqui interessa, pois trata-se apenas de dar pancada nos nossos adversários. Utilizem as teclas 1 a 4 para movimentarem a heroína e a 5 para os golpes. E se não tiverem um DivMMC ou um clone russo, deverão utilizar um emulador compatível com o Scorpio e afins (o Speccy, por exemplo, que é gratuito).


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Preview: Naejoob's Quest


Chris Flynn tem vindo a apresentar regularmente o desenvolvimento de Naejoob's Quest no fórum Spectrum 4Ever. E aquilo que os vídeos já davam a entender, que iríamos estar perante um excelente platformer, confirma-se agora com a versão de teste que foi disponibilizada pelo programador.

Tivemos assim oportunidade de experimentar esta versão, que tem já pronto mais de uma dezena de ecrãs, embora ainda possam vir a sofrer algumas mudanças ao nível gráfico. Mas para já, aquilo que se vê é que Naejoob's Quest irá ter uma excelente jogabilidade e gráficos muito atrativos, mantendo elevado o interesse, mesmo nesta versão inacabada.

Esperamos assim com expetativas altas que Chris Flynn termine Naejoob's Quest, para que possamos ter a oportunidade de procurar os galões de combustível que vão pôr a nossa nave a funcionar e permitir-nos escapar deste planeta hostil.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Calendário para 2017


O site Program Bytes 48K, quase a comemorar 10 anos de existência, resolveu ofertar-nos com um bonito calendário para 2017, cuja temática, como não poderia deixar de ser, está relacionada com Spectrum.

Assim, Ignacio Prini, que lançou algumas revistas bastante interessantes e que também podem ser descarregadas na sua página, criou agora um calendário com alguns dos jogos mais emblemáticos dos anos 80. Não vamos estragar a surpresa e dizer quais. Mas podem gratuitamente obter o calendário aqui.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Monty's Honey Run


Nome: Monty's Honey Run
Editora: NA
Autor: Andy Johns
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Tal como Willy, Monty foi uma das personagens mais populares do Spectrum, tendo ficado imortalizado em pelo menos três jogos da Gremlin Graphics de grande qualidade, Wanted: Monty Mole, Monty on the Run e Aufwiedersehen Monty. Pelo meio ainda apareceu Monty is Innocent, estranha aventura que pouco tinha a ver com os restantes jogos da série, a brincadeira da Your Sinclair, ainda recentemente analisada em Planeta Sinclair (Moley Christmas), e para finalizar a saga, infelizmente não da melhor maneira, Impossamole.

Andy Jones pegou agora nesta simpática toupeira e com a ajuda do Arcade Game Designer criou uma nova aventura. Assim, Monty tem agora uma loja de venda de mel, mas as abelhas roubaram (ou será recuperaram) os potes do precioso néctar, deixando-os espalhados pelas vários cenários onde a ação decorre, que vão desde uma gruta, até ao próprio ninho das abelhas. Cabe a nós apanhar todos os potes, assim como alguns objetos que permitem desbloquear o acesso a novos ecrãs.


Como seria de esperar, e tal como acontece nos jogos da saga, cada ecrã está devidamente identificado com um nome associado ao próprio cenário. E quer os cenários, quer os próprios gráficos de Monty's Honey Run, não ficam nada a perder em relação aos criados nos anos 80 pela Gremlin Graphics. Para os fãs da série, este pormenor faz toda a diferença, pois dá a sensação de estarmos mesmo perante uma versão oficial de Monty.

Por outro lado, a jogabilidade do jogo é quase perfeita. Um bom sistema de colisão, um grau de dificuldade elevado, mas não tanto que desincentive a jogar, e aquele toque de vamos lá experimentar mais uma vez para ver o que se segue, são outros dos pontos fortes desta aventura.

Este é assim o primeiro grande jogo de 2017, e tendo em conta que é a primeira experiência deste programador na cena Spectrum, só podemos dizer que está de parabéns e que todos deverão descarregar Monty's Honey Run, que ainda por cima é gratuito.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Mazeract


Nome: Mazeract
Editora: NA
Autor: Jari Komppa
Ano de lançamento: 2017
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

E ai está o primeiro jogo de 2017. Mazeract (Adventures in Other Dimension) foi lançado no segundo dia do ano por um profícuo programador da cena homebrew, Jari Komppa. E apesar do jogo estar bem implementado, como é norma neste autor, o conceito é um pouco estranho e que a nosso ver não funciona de todo.

A história é praticamente inexistente, estamos presos num labirinto multidimensional com 50 salas, correspondentes a cada um dos níveis do jogo, e temos que encontrar a porta de saída de cada uma. Para isso temos que encontrar as chaves que abrem as portas e pelo meio encontrar alguns documentos que fazem alguma luz sobre a nossa missão, seja ela qual for. Existem ainda portões, que mais não são que portas de entrada para dimensões paralelas e que permitem obter alguns dos itens que necessitamos para avançar de nível. Dito assim parece que estaríamos perante uma ideia interessante.


No entanto, a nossa ver a ideia simplesmente não resulta e porque pouco mais temos que fazer do que andar de um ponto para outro, entrando e saindo nos portões dimensionais. Não existem inimigos ou obstáculos que nos obriguem a pensar em como os ultrapassar, pelo menos até ao nível em que chegámos (faltou-nos paciência para mais), tornando-se assim um exercício monótono e sem qualquer sentido. E nem sequer o facto de avançarmos nos níveis para ver o que ai vem a seguir nos motiva, pois os cenários são todos muito iguais e desinteressante.

Jari Komppa já teve melhores dias e parece-nos que mesmo com alguns melhoramentos Mazeract não vai lá, simplesmente porque a ideia não é boa.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Willy Games: The First 30 Years Quiz


Nome: Willy Games: The First 30 Years Quiz
Editora: NA
Autor: Daniel Gromann
Ano de lançamento: 2016
Género: Concurso
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Willy Games: The First 30 Years Quiz  saiu também no último dia de 2016 e é obrigatório para todos os fãs de Manic Miner e Jet Set Willy. Isso porque estamos perante um quiz que visa testar os nossos conhecimentos sobre a personagem mais conhecida do Spectrum, o mineiro Willy, e que cobre o período de 1983 a 2013.

São-nos então apresentadas 120 questões às quais temos que responder acertadamente num tempo limite de 120 minutos. E se as primeiras questões são relativamente fáceis de acertar (temos sempre quatro opções, das quais apenas uma é a correta), à medida que vamos avançando no jogo, essas vão ficando mais difíceis. São quatro blocos de 30 questões, com quatro níveis de dificuldade: Easy, Medium, Hard e Expert. Mas o nível de dificuldade obviamente que vai variar conforme os conhecimentos de cada um. Certo é que temos apenas 12 vidas, e de cada vez que erramos uma questão, lá se vai uma delas.


Willy Games não é um jogo destinado a todos, aqueles que desconhecem ou apenas conhecem superficialmente as aventuras do mineiro Willy vão literalmente andar aqui aos papéis. Mas sendo um jogo de tentativa e erro, em que as questões são sempre iguais e saem pela mesma ordem, mesmo os mais ignorantes no tema conseguem ir avançando no quiz. Mas isso também limita bastante a sua longevidade, pois após respondermos acertadamente a todas as questões poucos motivos temos para aqui voltar.


Como seria de esperar, gráficos apenas no ecrã de abertura e final e o som remete-nos para as melodias dos jogos da série Willy. Mas mais também não seria necessário.

Em suma, obrigatório para os fãs de Manic Miner / Jet Set Willy, para os restantes, vale a pena dar uma espreitadela.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Nemokay


Nome: Nemokay
Editora: NA
Autor: Aleksandr Titov, Zlata Titova
Ano de lançamento: 2016
Género: Ação
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

E 2016 não acabou sem terem sido lançados mais alguns jogos, inclusive no último dia do ano. Foi o caso de Nemokay, se bem que preferíssemos que tivesse sido lançado apenas em 2017, melhorando alguns aspetos do jogo, nomeadamente a configuração dos níveis existentes (e que são bastantes, embora ainda não tenhamos chegado ao fim e visto todos).

O conceito é muito simples, controlamos um pinguim que tem que alimentar uma baleia. Para isso temos que fazer com que as cavalas caiam das plataformas onde estão colocadas e aterrem na água. Só depois a baleia transforma-se numa chave na qual temos que aterrar para passar para o nível seguinte. Uma das nuances engraçadas do jogo é que ao mesmo tempo que controlamos o pinguim, também controlamos a baleia, e isso provoca alguns problemas que só com alguma estratégia conseguimos resolver. Não se pense assim que basta apenas destreza nos dedos, Nemokay também tem bastante de puzzle.

Algumas das plataformas têm que ser destruídas e para isso contamos com a ajuda da baleia, que dispara espinhas que as destroem. Mas cuidado, pois se estas atingem o pinguim também este é morto. Por outro lado, este é um pinguim que não sabe nadar, embora saiba voar (estranho, não é?), e cada vez que cai na água lá se vai mais uma vida. Mas o que vale é que temos vidas infinitas, por isso é pouco relevante um descuido. Mas no nosso entender estes aspetos tornam o jogo pouco realista, retirando-lhe algum interesse.


Tal como o conceito de Nemokay, os gráficos são do mais básico que existe e o som é inexistente. Mas o principal problema é que os níveis são demasiado fáceis, se bem que à medida que se vai avançando estes vão se tornando um pouco mais complicados. Mas nada que consiga manter o nosso interesse por muito tempo.

Nemokay assim apenas interessa a um público mais juvenil e que gosta deste tipo de bonecada e de desafios. Para os restantes, mais vale carregar algo menos básico.