terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Últimas do Spectrum Next e Vega +


Fevereiro está no fim e ainda não foi desta que conseguimos dar boas novidades, em especial relativamente ao Vega +.

Assim, apesar de ter sido anunciado pela Retro Computers que esta consola começaria a ser expedida ainda durante o mês de fevereiro, até agora não existe qualquer evidência disso. Não existem sequer vídeos ou fotos que mostrem a consola a ser produzida, levando mais uma vez a uma grande desconfiança por parte dos backers relativamente ao cumprimento deste prazo.

Por outro lado, foi anunciado que esta consola iria usar o emulador Fuse, originando mais uma vez fortes críticas por parte dos backers, que vêem assim pouco valor acrescentado neste produto. É caso para dizer que o que nasce torto, raramente se endireita.

O Spectrum Next é que não nasceu torto. Apesar do grande período de espera para lançamento do crowdfunding, isto deve-se apenas ao facto dos criadores quererem já apresentar um produto completo, o que é de louvar. As últimas notícias dão conta que o crowdfunding será proposto a partir de 8 de março e que depois disso apenas dependerá da data de aprovação do mesmo pela Kickstarter.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Melhor jogo de 2016 para El Mundo del Spectrum


O blogue El Mundo del Spectrum revelou finalmente as escolha dos seus leitores para o melhor jogo de 2016. E não são muito diferentes das escolhas de Planeta Sinclair que anunciámos a 1 de janeiro e que poderão aqui ser recordadas.

5º lugar - Rompetechos

Surpreendente e divertida aventura espanhola programada em Basic, a recriar as aventuras de Salomão e Mortadela.


4º lugar - Tourmaline

Se não é o melhor clone de Boulder Dash, anda lá muito perto. Gráficos e ação de grande nível fazem deste um jogo a não perder.


3º lugar - Car Wars

Uma das grandes surpresas de 2016, Car Wars foi lançado pelos nuestros hermanos, habitués no lançamento de jogos vistos de cima nos quais assumimos os comandos de uma viatura.


2º lugar - Double Bubble

Assumimos o papel de uma bolha que tem quer resgatar a sua alma gémea através de um caminho recheado de inimigos e obstáculos. O jogo tem tanto de bom como de difícil.


1º lugar - Snake Escape

E o melhor jogo de 2016 vai para Snake Escape, puzzle que converte de forma brilhante Lime Rick. Assumimos aqui o papel de uma cobra, que para chegar à apetecida maçã, tem uma tarefa mais difícil do que Adão.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Postman Pat 2


Nome: Postman Pat 2
Editora: Alternative Software
Autor: Yerzmyey
Ano de lançamento: 1989
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Postman Pat foi uma bem-sucedida trilogia lançada pela Alternative Software já o Spectrum caminhava para o seu ocaso. Apesar de ser uma editora especializada em produtos budget, de vez em quando lançava alguns jogos de valor, como é aqui o caso. E dos três que compõem a trilogia, este é mesmo o melhor deles.

Imaginem então que estão na pele de um carteiro numa aldeia rural da Grã-Bretanha. Além das cartas que têm que entregar e que estão assinaladas com um "L" no mapa (que ocupa um quarto do ecrã), têm também que cumprir certas tarefas para os habitantes locais, pois só isso vos permite ter combustível, neste caso chá, para continuarem na difícil tarefa de distribuição do correio. De cada vez que cumprem com uma tarefa, isto é, encontrar um objeto e entregá-lo a quem procura, são recompensados com uma chávena de chá. Mas atenção, pois quando a chávena se esvazia, o jogo termina. Para complicar a coisa, de vez em quando um passaroco rouba-vos o correio e terão que ir  à procura da carta roubada, perdendo precioso tempo.


O jogo é extremamente simples e apesar de ter como destino o público mais juvenil, qualquer pessoa se afeiçoa inicialmente a esta aventura. Seja porque os gráficos estilo cartoon são cativantes, seja porque a jogabilidade é muito boa. A seu desfavor, o facto de ao final de algum tempo se tornar repetitivo, pois as tarefas são sempre as mesmas e basicamente temos apenas que deambular pela aldeia a procurar os pontos de recolha e entrega dos objetos. Além disso, muito frequentemente temos que interromper as nossas tarefas e aceitar ou recusar a boleia que uma carrinha nos oferece sempre que passa por nós, o que acaba por tornar-se mais aborrecido do que útil. Só por isso Postman Pat 2 não atinge bitola mais elevada.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

A Yankee in Iraq (nova versão)


Há cerca de 6 meses fizemos a análise deste remake de 1992, que pode ser visto aqui. Na altura o jogo deixou-nos com uma sensação amarga, sendo uma das piores coisinhas que já tínhamos visto para o Spectrum, e que nem sequer o facto de ser programado apenas em basic desculpava.

O programador pelos vistos também não estava contente (não é de admirar) e tem estado a fazer alguns melhoramentos. Lançou agora uma nova versão, e apesar de ter melhorado alguns aspetos, como a jogabilidade, velocidade e o sistema de colisão, A Yankee in Iraq ainda se encontra muito longe do satisfatório. Continua, por todos os motivos, a não ser um jogo recomendado.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Flash Beer Trilogy


Nome: Flash Beer Trilogy
Editora: Weird Science Software
Autor: Edy, Pgyuri
Ano de lançamento: 2003
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Os bebedolas podem ficar (mais) felizes, pois existe o jogo indicado deles. Veio de um país do leste,claro, embora não daqueles conhecidos por ingerirem grandes quantidades de vodka. Neste caso é mais cerveja e na Hungria existe em grande quantidade, região de origem deste Flash Beer Trilogy.

O jogo não é mais que um clone de Boulder Dash, só, que neste caso, temos que ir limpando o caminho ou evitando os nossos inimigos (seguramente personagens abstémios) até chegarmos à caneca de cerveja e passarmos de nível. Alguns dos níveis exigem uma grande dose de estratégia, pois um movimento em falso e as pedras caem-nos em cima ou ficamos simplesmente bloqueados. No entanto temos também que ter grande perícia nos dedos, pois os controles são hiper sensíveis e não raras vezes somos esmagados porque demos um passo a mais. Além disso temos um tempo limite sempre demasiado curto aumentando ainda mais a pressão (e não é a da cerveja).


A jogabilidade é então o seu grande ponto fraco, contribuindo para que nos fartemos rapidamente de um jogo que até tinha grande potencial. O sentido de humor e os gráficos mereciam uma melhor implementação e o sentimento é de que se desperdiçou aqui uma boa oportunidade.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Metal Man Remixed


Excelentes notícias! Oleg Origin disponibilizou muito recentemente e de forma gratuíta Metal Man Remixed, a versão melhorada de Metal Man Reloaded e que havia aqui sido analisada no ano transacto. Para quem não se recorda, este é um dos melhores jogos de sempre a aparecer para o Spectrum e esta versão apenas tinha sido disponibilizada com o livro Sinclair ZX Spectrum - A Visual Compendium (também já analisado em Planeta Sinclair).

Não há assim desculpas para desta vez deixarem passar este jogo. Basta irem ao site de Oleg Origin e descarregarem-no.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Pickaxe Pete


Nome: Pickaxe Pete
Editora: NA
Autor:  Gazj82
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Pickaxe Pete é uma conversão de um jogo de 1982 da consola Videopac. O jogo já era mau na altura e esta conversão 35 anos depois não melhorou em nada o original.

Controlamos aqui um mineiro chamado Pete que começa a sua aventura na posse de uma picareta. Em cada cenário existem três portas das quais saem pedregulhos que vão descendo a mina (faz lembrar um pouco Donkey Kong). Enquanto estamos na posse da picareta, podemos ir destruindo as pedras, mas essa tem vida curta e depois só nos resta saltar por cima dos pedregulhos (tarefa muito difícil), ou fugir a sete pés.

Quando dois pedregulhos colidem um com o outro, explodem e dão origem a uma nova picareta ou a uma chave. Se apanharmos a chave e entrarmos numa das portas, passamos então para um novo nível.


E o jogo é apenas isto. Gráficos da idade da pedra, uma jogabilidade muito fraca e entretimento nulo é o que espera a quem carregar este jogo. De fugir a sete pés, portanto.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Semana de novidades

Poderemos estar perante a semana D no que toca a novidades muito relevantes no universo do Spectrum.

Em primeiro lugar, consta que a campanha Kickstarter do Spectrum Next arrancará definitivamente esta semana. As expetativas são muito altas, pois poderemos estar finalmente perante o legítimo sucessor do ZX Spectrum. Mantenham-se atentos à página da campanha. Mas também nós estaremos atentos e manter-vos-emos informados.


Mas se com o Spectrum Next as coisas têm sido pacíficas e os criadores têm feito questão de manter as pessoas informadas, o mesmo não se passa com o Vega +. Muita polémica, muita desinformação e muitos adiamentos no lançamento desta consola têm descredibilizado este projeto. Os criadores anunciaram agora o dia 20 de fevereiro como data para início do envio das primeiras peças. Veremos se é desta ou se irá acontecer mais algum imprevisto, e que neste caso poderá ter consequências bem nefastas para este projeto. Podem também consultar aqui as novidades.

 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Jonah Barrington's Squash


Nome: Jonah Barrington's Squash
Editora: New Generation Software
Autor:  Malcolm E. Evans
Ano de lançamento: 1985
Género: Simulador
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 2 (simultâneo)

Jonah Barrington é uma personagem desconhecida em Portugal, mas consta que foi um dos maiores jogadores de squash de todos os tempos. Acreditamos, embora nunca o tenhamos visto jogar.

E Jonah Barrington's Squash é para este desporto, aquilo que Match Point foi para o ténis. As semelhanças para este último são muitas, a começar nos gráficos, passando pelo sistema de jogo, e até pelo som. O que não quer dizer que seja negativo, pois Match Point continua a ser o jogo de referência de ténis.

No entanto, no nível de dificuldade é aqui extremamente elevado. Se quiserem ganhar um jogo ao Spectrum terão que suar muito, nem que seja dos dedos, e mesmo no grau de dificuldade mais fácil (existem quatro níveis). Já ao jogarem contra outro parceiro humano, o divertimento dobra, até porque aqui teremos finalmente uma hipótese de fazer um brilharete.


Cada partida vai até aos 9 pontos e temos hipóteses de jogar à melhor de 1, 3 ou 5 partidas. Pena é que, ao contrário de Match Point, não tenhamos aqui a opção para jogar torneios. Só por isso, e também pelo grau de dificuldade extremo, Jonah Barrington's Squash não leva a pontuação máxima.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Foggy's Quest


Nome: Foggy´s Quest
Editora: Bum Fun Software
Autor: John Blythe
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Depois de Andy Johns ter lançado a nova aventura de Monty, é John Blythe quem coloca um excelente jogo de plataformas cá para fora, mais uma vez feito com recurso à aplicação Arcade Game Designer. E os dois jogos até apresentam grandes semelhanças, não tendo sido por acaso que Andy Johns deu uma mãozinha neste novo lançamento.

A história é simples: Foggy, um ser bastante peculiar e curioso, é também um turista que viaja para uma nova dimensão, a dos Nargs. Mas estes roubaram os cristais da sua nave, assim como uma peça fundamental do motor. E o nosso personagem tem agora que encontrar todas as componentes que farão com que a nave lhe permita regressar a casa.

Estamos assim a entrar no território conhecido das sagas Monty e Dizzy, onde além de termos que evitar os muitos obstáculos e inimigos que povoam cada ecrã, teremos que encontrar determinados objetos, que depois de ativados nos locais certos (os blocos azuis colocados no chão), permitem aceder a novos locais. Temos muito que explorar, pois apesar do jogo não ser povoado com muitos ecrãs, teremos que passar por eles diversas vezes até conseguirmos chegar ao final. E atenção, pois alguns locais e objetos só são encontrados por quem tenha boa vista...


Os gráficos são bastante atrativos, muito coloridos, conferindo ao jogo e ao personagem uma mística que seguramente poderá vir a ser aproveitado em futuras sequelas. A jogabilidade é também muito boa, com um sistema de colisão bastante eficiente, fundamental, uma vez que estamos perante um jogo no qual o timing e a precisão do salto é o principal factor de sucesso.


Com tantos pontos favoráveis, Foggy´s Quest só podia ter uma classificação muito elevada. Arriscamo-nos mesmo a dizer que teria o selo de Megagame segundo os padrões da revista Your Sinclair, caso essa ainda existisse, obviamente.

Para quem queira adquirir a versão física de Foggy´s Quest, poderá fazê-lo aqui através da página da Bum Fun Software . Aconselhamo-lo fortemente a fazer, pois é a forma de continuarmos a ter jogos com a qualidade deste ou de Monty Mole and the Temple of Lost Souls.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Monty Mole and the Temple of Lost Souls


Nome: Monty Mole and the Temple of Lost Souls
Editora: Bum Fun Software
Autor: Andy Johns
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

E tal como prometido, Andy Johns lançou em tempo record a sequela a Monty's Honey Run. Nesta nova história e depois do fiasco de Monty na loja de mel, este simpático personagem decidiu que precisava de um descanso. Foi então visitar as pirâmides, longe de imaginar que iria estar envolvido em mais uma complicada missão. Mas a culpa foi inteiramente dele, pois ignorou as indicações do guia turístico, entrou onde não devia, caiu num buraco para o interior do Templo das Almas Perdidas e tem agora que arranjar forma de sair dele.

Mas do mal o menos, o templo contém inúmeros tesouros que serão todas dele. Isto se conseguir encontrar a saída, já que o templo está rodeado, tal como seria de esperar, de inimigos e obstáculos mortais, não esquecendo que Monty não tem asas e que a queda de um sítio alto representa a sua morte.


Em termos de mecânica de jogo, Monty Mole and the Temple of Lost Souls é muito semelhante à prequela. No entanto, os gráficos foram melhorados e alguns dos bugs de Monty's Honey Run foram agora corrigidos. Por outro lado, o cenário aumentou agora imenso. Com uma área de jogo bastante grande, como se pode comprovar no mapa que aqui deixamos, é garantia que temos diversão para muitas horas, senão para muitos dias.


Finalmente, também aqui são apresentados alguns elementos de aventura. Há assim portas fechadas que levam a novas câmaras da pirâmide e cabe a nós descobrir a forma de as desbloquear.

Resumindo, Andy Johns confirma-se definitivamente com um dos nomes da cena Spectrum a seguir com toda a atenção. Jogos muito bem implementados, e com extremo bom gosto leva-nos a concluir que estamos aqui perante um valor seguro.

De referir ainda que Monty Mole and the Temple of Lost Souls também tem edição física via Bum Fun Software. Quem quiser adquirir a cassete pode aqui fazê-lo.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Super Spy


Nome: Super Spy
Editora: Richard Shepherd Software
Autor: Richard Shepherd
Ano de lançamento: 1982
Género: Aventura de texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Número de jogadores: 1

Super Spy foi um dos primeiros jogos a sair para o Spectrum, e, como tal, é analisado tendo isso em conta. O jogo saiu para o mercado inicialmente através de edição própria, aparecendo posteriormente numa compilação obscura, e sendo mais tarde reeditado através de uma editora sueca.

Estamos então perante um jogo em que, na papel de um super espião, teremos que recolher pistas que nos levem a descobrir o esconderijo do Dr. Morte e destruir o míssil com que ele pensa acabar com o nosso mundo. Mas para isso teremos que ao longo das quatro partes que compõem Super Spy visitar os quatro cantos do planeta, explorar a ilha onde se esconde o nosso maquiavélico inimigo, descobrir a sala de controlo do míssil nos labirínticos subterrâneos da ilha, e por fim, desarmar o código do míssil. Parece fácil, não é?


Super Spy é então uma vulgar mas arcaica aventura de texto, desprovido de gráficos, em alguns pontos fazendo lembrar Dictator (lançado não muito tempo depois), mas que consegue manter o nosso interesse. Tendo em conta que saiu em 1982 e que na altura poucos jogos haviam ainda sido lançados no mercado, vale a pena dar uma espreitadela, até porque estamos aqui perante verdadeira história.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

The Spectrum Show: issue 15


Já está disponível o número 15 de uma das melhores revistas sobre o Spectrum. E gratuita, ainda por cima.

Para quem não conhece The Spectrum Show, o seu autor, Paul Jenkinson é sobejamente conhecido de todos os que têm algum interesse no universo dos 8 bits. Além da revista, disponibiliza também regularmente uma interessante série, via You Tube, e que já vai no programa número 58.

E como se não fosse pouco, é também programador nas horas vagas, sendo da sua autoria jogos como Antiquity Jones, a saga Kyd Cadet e Toofy, entre outros. Alguns têm mesmo edição física através da Cronosoft (que também tem à venda DVD's com as séries).

Podem aqui fazer o download da revista e aproveitem para visitar o site do autor. Não sairão desiludidos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Football Director II


Nome: Football Director II
Editora: D&H Games
Autor: Tony Huggard, John de Salis
Ano de lançamento: 1987
Género: Gestão desportiva
Teclas: NA
Joystick: NA
Número de jogadores: 1

Durante largos anos Football Manager foi o o jgo de referência para quem queria assumir o papel de treinador de uma equipa de futebol. Até que em 1986, uma pequena editora que vendia essencialmente por mail order (correio), lançou no mercado um jogo que desde logo foi, merecidamente, um sucesso de vendas. Tal que levou ao lançamento um ano depois de uma sequela, que corrigia alguns dos pontos menos positivos do original.

Assim, em Football Director II já não temos que nos preocupar com aspetos corriqueiros como o prever a lotação da próxima partida, e que levava invariavelmente a gastos excessivos com policiamento, ou pior, tumultos nas bancadas e consequentes multas pecuniárias. Podemos assim focar-nos mais nos aspetos diretamente relacionados com a gestão da equipa de futebol, muito embora continuemos a ter que gerir situações afetas a um diretor desportivo (daí o nome do jogo).

Temos assim todas as opções normais neste tipo de jogos, com um interface muito user friendly, e sem ter longos tempos de espera como em Football Manager (muito embora neste aspeto The Double seja melhor, pois é ainda mais rápido). Outro aspeto que merece algum reparo é o mercado de transferências, que funciona de um modo um pouco fora do vulgar. Temos assim que contratar olheiros (até 3), e depois todas as semanas selecionar as equipas e tipo de jogadores que queremos ver. Só então poderemos fazer uma oferta por um jogador. Ao final de algum tempo torna-se aborrecido a repetição desta tarefa e perdemos a vontade de melhorar a equipa, apostando apenas na prata da casa, incluindo a equipa júnior (uma novidade neste tipo de jogos).

Uma outra fragilidade deste programa, e que só por isso impede-o de levar pontuação máxima, está relacionado com a excessiva dificuldade. O jogo tem 3 níveis de dificuldade, mas quando a nossa equipa atinge um determinado nível, automaticamente o nível sobe, sem que possamos fazer alguma coisa. Quer isso dizer que a nossa equipa pode estar bem classificada e de repente começa a vir por ai abaixo. Além disso, é virtualmente impossível conseguirmos ter receitas maiores que as despesas, tornando impossível adquirir jogadores no mercado.


Mas relativamente aos restantes aspetos, Football Director bate toda a concorrência e traz novos conceitos e ideias para o género. Necessitamos de usar intensamente as nossas células cinzentas se queremos ganhar jogos e ficarmos bem classificados. Começamos necessariamente mal o jogo, já que não temos uma equipa minimamente decente, no entanto, é bom que desde logo comecemos a obter resultados positivos, única forma de subir o moral da equipa e dos nossos jogadores começarem a subir o seu nível (trazendo depois como consequência a subida de nível).

Assim, para os aficionados dos jogos de gestão desportiva, esta é talvez a melhor aposta que poderão fazer. Apenas mais tarde surgiu Football Manager II, o único jogo a fazer séria concorrência a este Football Director II.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Novos títulos da Bum Fun Software


E a Bum Fun Software continua a laborar a todo o vapor: de uma assentada vai colocar quatro novos títulos no mercado. E repare.se nos nomes em carteira.

Heritage é mais um jogo do polaco Rafal Miazga, de 2009, que tem visto a edição física dos seus programas através desta editora. A cassete incluí ainda um jogo de bónus, Bloody Sands.

Monty´s Honey Run dispensa apresentações, pois foi recentemente aqui analisado, e com uma crítica muito favorável. Além disso o autor, Andy Johns está já a trabalhar na sequela, conforme também já aqui mostrámos.

Reductio ad Nihilum é outro jogo de Rafal Miazga. Desta vez um puzzle de 2011 e que vem na linha de Marbles of Wisdom.

Finalmente, Sabouteur é um dos jogos míticos do Spectrum, criado por Clive Townsend em 1985, e que é agora reeditado com um novo design.

Estejam assim atentos a esta editora  espanhola gerida por um britânico, e quem quiser adquirir os jogos poderá fazê-lo através da página da Bum Fun Software.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

BeTiled!


Nome: BeTiled!
Editora: Computer Emuzone
Autor: The Mojon Twins, Kendroock, AugustoRuiz, Metalbrain, Tony Brazil
Ano de lançamento: 2007
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Quando pensávamos que os puzzles tipo Tetris já tinham dado tudo o que tinham para dar, aparece um jogo que baralha as peças e apresenta um novo produto. E é literalmente o que se passa com BeTiled!, que surge num período em que os jogos para o Spectrum estavam a ter novo impulso, com a febre do revivalismo a regressar em força.

A história pouco interessa para o caso, embora até tenham arranjado um argumento original: assumimos a pele de um cientista que descobriu a forma de extrair energia dos cristais, e agora temos que os estabilizar. Basicamente, o que temos que fazer é emparelhar as peças por forma a obtermos filas de 3 ou mais peças da mesma cor. Quando isso acontece, as peças desaparecem, obtendo-se mais peças no tabuleiro e permitindo fazer mais combinações.

O jogo tem 24 níveis, e a sua dificuldade vai aumentando, uma vez que para passar de nível temos que libertar um número mínimo de peças de cada cor, e, naturalmente que para os níveis mais elevados, esse número aumenta substancialmente (convém tomar atenção ao número de peças que já fizemos desaparecer que se encontra por baixo do tabuleiro). E para cumprirmos com a nossa tarefa temos um tempo limite, sempre demasiado curto.


Por vezes aparecem peças especiais que ora nos ajudam (caso do relógio, por exemplo), outras vezes prejudicam-nos (cuidado com a peça que inverte os comandos), e outras vezes tem um comportamento imprevisível (peças que baralham todas o tabuleiro, por exemplo).

A par disso tudo, o jogo é frenético, a exigir reflexos e pensamento ultra rápido, única forma de irmos conseguindo passar de nível. Os gráficos e o som são muito agradáveis, contribuindo para um jogo que nos vai deixar agarrado ao ecrã durante muito tempo.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

ZX-HD


Ben Versteeg, mentor da Byte Delight e de quem já aqui falamos, na altura para analisar o fantástico DivMMC, acaba de lançar o ZX-HD, o primeiro interface HDMI para o Spectrum a aparecer no mercado.

Este interface é compatível com o ZX Spectrum 16K, 48K, 48K+, 128K, +2, +2A, +2B, +3 e até alguns clones (esperemos que os Timex tugas estejam incluídos).

Tem como principais funcionalidades:
. ULA synchronicity – permite os efeitos de border
. ULAplus – permitindo 64 cores
. Dual video buffer support
. Assembly kit: permite adicionar o Raspberry Pi Zero
. Custom case: semelhante à do DivMMC black edition

Quem estiver interessado em saber mais sobre este produto poderá aceder ao site da Byte Delight aqui e terá toda a informação que necessita disponível, incluindo o próprio manual do interface (que se encontra ainda em construção).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Total Recall


Nome: Total Recall
Editora: Ocean Software
Autor: James Higgins, Andrew P. Deakin, Ivan Horn, Warren Lancashire, Jonathan Dunn, Active Minds
Ano de lançamento: 1991
Género: Ação
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

E depois de na notícia anterior termos falado um pouco sobre a versão de Total Recall que nunca chegou a ser colocada no mercado, nada como analisarmos a versão "oficial".

Regra geral os jogos que têm como base os blockbusters são fracos uma vez que as editoras gastam o budget todo na licença do filme e pouco sobra para a conceção do jogo. São imensos os flops, alguns até da própria Ocean, que regra geral mete cá para fora programas de qualidade (o caso mais gritante é o de Highlander, talvez o seu pior jogo). E também basta lembrarmo-nos de Predator ou Red Heat, filmes que tiveram Arnold Scwarzenegger como ator principal (tal como em Total Recall), e que não tinham ponta por onde se pegar.

E as expetativas para Total Recall até eram bastante baixas, ainda mais após o que tinha sucedido com a primeira versão. Mas felizmente que as previsões não se confirmaram e estamos aqui perante uma boa surpresa.

Total Recall segue assim a linha do filme. Assumimos o papel de Arnold Scwarzenegger e temos que recuperar em primeiro lugar as nossas memórias e a nossa identidade, para depois libertarmos o Mundo de um malvado ditador (e não o são todos?).


O jogo, apesar de ter apenas cinco níveis, é bastante longo. Três dos níveis fazem lembrar os habituais shoot'em'ups à la Dan Dare, com muitas plataformas pelo meio, botões para ativar (que dão acesso a novas áreas), puzzles para deslindar, objetos para recolher, enfim, o delírio dos mapeadores. Os outros dois níveis são bem mais fraquinhos (e fáceis). Aqui conduzimos uma viatura que tem que ao longo de um monótono caminho, desviar-se ou abater todos os inimigos com os quais se depara, para no fim darmos de caras com um osso um pouco mais duro de roer. Não que esteja mal implementado, mas também não tem nada que sobressaia em relação a muitos outros jogos do género.


Os gráficos são excelentes, em especial nos níveis com as plataformas, o som também é muito agradável, e regra geral a jogabilidade é muito boa. Talvez o grau de dificuldade seja um pouco elevado demais, isto porque apenas temos uma vida e é muito fácil darmos um passo em falso e cairmos onde não devemos.

Estamos assim perante uma produção de alto nível e que apenas não leva a classificação máxima porque os dois níveis em que conduzimos a viatura não atingem o mesmo patamar dos restantes.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Demo: Total Recall


Total Recall tem uma história muito curiosa: deveria ter sido lançado em 1990, mas o programador da altura que tinha o projeto em mãos, Paul Houbart, não conseguiu apresentar um produto com qualidade (visível na demo que tivemos oportunidade de experimentar), e na impossibilidade de o apresentar em tempo útil, a Ocean retirou-lhe o projeto, alocando-o a novos programadores, tendo depois surgindo em 1991 um novo Total Recall.

Vinte e sete  anos depois Adrian Singh conseguiu penetrar no código do jogo e tornar a demo operacional. Obviamente que contém uma série de bugs e algumas parte estão inacabadas, mas já dá para ter um cheirinho do que seria esta primeira versão de Total Recall.

Podem obter a demo aqui. As teclas do jogo são:
 . A - Cima
 . Z - Baixo
 . N - Esquerda
 . M - Direita
 . Space - soco / pontapé / disparo
 . B e Q - ?
 . P - pausa