terça-feira, 31 de outubro de 2017

Sophia


Nome: Sophia
Editora: NA
Autor: Alessandro Grussu
Ano de lançamento: 2017
Género: Ação
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

E tal como prometido por Grussu, Sophia saiu mesmo a tempo da Noite das Bruxas. É incrível a rapidez com que este programador consegue lançar novos jogos no mercado, embora por vezes descurando a jogabilidade. O que não é aqui o caso, diga-se.

Mas Sophia tem mérito também noutro campo. Assim, apresenta um completo manual com 33 páginas, traduzido para inglês, francês, espanhol, alemão e português, além da língua materna do programador, o italiano. Mesmo a tradução tendo alguns lapsos, é de louvar começarmos a ver aparecerem jogos traduzidos para a nossa a língua, sinal de que Portugal e Brasil começam a ser um mercado interessante nos jogos para o Spectrum. Além do próprio interesse do programador em apresentar um produto completo e dar-nos este "miminho". E tudo isto gratuito, ainda por cima...

Mas vamos a um pequeno resumo da longa história apresentada no manual. Diz-nos este que existe um grande Império, densamente povoado, e que durante muitos anos a paz e a justiça foram asseguradas pelo Imperador. Mas o Império está agora sob uma grande ameaça: Yojar, um feiticeiro do mal vindo de outra dimensão, invadiu-o, deixando além de um enorme exército, caveiras gigantes que atuam como difusores da sua influência e que irão permitir a Yojar entrar livremente no Império. O Imperador convoca então os seus ministros e, uma vez que as armas convencionais não podem lutar contra a magia, é preciso obter armas iguais. É então chamada Shopia, uma poderosa feiticeira oriunda de Xixerella, que se infiltra nas linhas inimigas e vai tentar  libertar o Império.


O jogo encontra-se dividido em quatro níveis. Nos três primeiros, devemos encontrar as quatro caveiras e lançá-las, uma a uma, no caldeirão. Tendo a quarta caveira sido destruída, recebemos o código para podermos iniciar o próximo nível (muito útil, evitando termos que repetir os primeiros níveis sempre que perdemos todas as vidas).

A nosso favor temos dois tipos de feitiços, raios de energia luminosa e bolhas de energia escura. O problema é que cada tipo de inimigo apenas é afetado ou por um, ou por outro, e cabe a nós memorizar aquele que é eficaz. É que se o feitiço errado for usado contra um inimigo, poderá mesmo ter efeitos perversos, por exemplo dividindo-o em dois (e duplicando a ameaça). Apesar de confuso, depressa nos habituamos a este sistema, que sem dúvida aumenta o grau de dificuldade do jogo. Mas além disso existem outro tipo de obstáculos, sendo os mais complicados as catapultas, cujas balas saltitam de forma muito rápida e é o cabo dos trabalhos para evitá-las.

Em cada nível temos também a possibilidade de invocar um feitiço defensivo que durante algum tempo nos mantém invencíveis. Começamos inicialmente com apenas um, mas numa cabana facilmente identificável, poderemos adquirir mais, embora não saia barato. E se nos sentirmos mesmo generosos, poderemos ainda adquirir uma vida extra.


Como irão reparar ao jogar Sophia, os cenários são claramente inspirados em alguns jogos dos anos 80, casos de Cybernoid e Equinox, ambos do mítico Raffaele Cecco, ou Feud. É prática habitual hoje em dia ir buscar inspiração a alguns dos êxitos dos anos 80. E porque não, se o referencial é de excelência?

Por outro lado, e para facilitar um pouco a nossa missão, temos também possibilidade de na cabana comprar mais feitiços (ver ecrã acima). Isso quer também dizer que os nossos feitiços não são ilimitados e devemos usá-los com algum cuidado, sendo sempre preferível evitar os nossos inimigos. Quando por fim atingirmos o último nível (ainda não passámos o segundo), o objetivo único é encontrar e derrotar Yojar, e nessa altura vamos necessitar de estar muito bem abastecidos de feitiços.


Como é óbvio, gostámos bastante mais deste jogo de Grussu relativamente aos jogos da série Seto Taisho. Por um lado, o nível de dificuldade encontra-se mais ajustado, na nossa opinião, sendo mais justo para o jogador e tendo uma ação mais variada e refinada. Por outro lado, a própria temática é mais interessante, ainda mais na altura presente, em que se celebra o Halloween.

A jogabilidade, mesmo tendo em conta o grau de dificuldade, está num nível muito alto e os gráficos são uma pequena maravilha (também já habitual neste programador). No cômputo geral parece-nos ser um jogo que vai agradar a toda a gente e estamos aqui perante uma obra maior de Alessandro Grussu.

Gratuito, este é daqueles jogos que têm que obrigatoriamente ir buscar. Podem fazê-lo aqui.

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