quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Egghead Goes to Town


Nome: Egghead Goes to Town
Editora: Cronosoft
Autor: Jonathan Cauldwell
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Jonathan Cauldwell é dos personagens mais afamados da cena Spectrum, lançando programas com alguma regularidade desde final dos anos 80. Mas acima de tudo é conhecido por ser o criador do Arcade Games Designer, motor que tantos jogos tem permitido conceber nos últimos tempos, mesmo para aqueles que pouco percebem de programação.

E dez anos depois do último jogo da saga de Egghead (o famoso cabeça de ovo, nascido em 1989), surge o sexto episódio, Egghead Goes to Town, integrado como um perk da bem-sucedida campanha da Crash Annual 2018 - The next chapter, embora também possa ser adquirido a versão física via Fusion Retro Books. Já agora, e antecipando a análise do jogo propriamente dito, não podemos deixar de dizer que achámos o ecrã de carregamento brilhante, convidando a perder os cinco minutos da praxe a admirar esta obra de arte, e que aqui deixamos.


A história deste episódio remete para a campanha de crowdfunding da Crash, pois após a revista ter sido escrita, a equipa de colaboradores foi comemorar para o bar, tendo deixado em cima da mesa os artigos já redigidos. Entretanto o vento espalhou-os pela cidade, e como os responsáveis pelos mesmos já não estão em condições de os ir recuperar, pois já estão com uma valente piela, cabe a nós procurá-los. E começa aqui a nossa missão.

Devemos desde já dizer que com tanta novidade que ultimamente foi lançada (e antes do Natal mais algumas estão previstas), não tivemos tempo para explorar devidamente Egghead 6, isto é, ir até ao fim, pelo que corremos o risco da nossa análise de alguma forma ficar um pouco limitada. Mas aquilo que nos pareceu à primeira vista é que estamos perante um jogo que não foge à tradição dos restantes da saga, isto é, o típico platformer à la Jet Set Willy, com mil e um inimigos para evitar, cerca de uma centena de objetos para serem recolhidos, e a exigir o habitual timing de salto perfeito (e cuidado com as quedas). Pelo meio também existem laivos de aventura, já que existem pontos de teletransporte que nos permitem aceder mais rapidamente a outros locais.


Uma das primeiras tarefas que deverão levar a cabo será mesmo fazer um mapa da cidade, doutra forma vão andar perdidos para cima e para baixo, e convém que se faça o caminho mais curto, pois algumas das armadilhas e inimigos são mesmo muito complicados de serem ultrapassados, fazendo jus à saga de Willy, que inspirou definitivamente Egghead.

À semelhança do que já acontecia com os anteriores episódios, um dos pontos fortes de Egghead é a sua jogabilidade, com uma fluidez muito boa e com um grau de dificuldade perfeitamente ajustado. Não sendo tremendamente difícil, é o suficiente para passarem muitas horas aqui agarrados até o conseguirem terminar.


Os gráficos são interessantes, mesmo que não sendo uma obra-prima. Mas cor não lhes faltas, não se notando colour clash. E está muito bem conseguido o efeito criado para sempre que perdemos uma vida, fazendo lembrar uma gemada a espalhar-se, o que até é bastante conveniente, dado a natureza do personagem principal.

Resumindo, Egghead 6 não acrescenta nada aos restantes episódios da saga, mas para quem gosta de jogos de pltaformas, pode estar certo que terá aqui um bom motivo de interesse. mas para isso terá que desembolsar £ 9.99 mais portes, pois ao contrário do que é agora habitual, não é gratuito. E apenas por isso não leva uma nota superior.

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