sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Mike, the Guitar


Nome: Mike, the Guitar
Editora: NA
Autor: Sebastian Braunert, Uwe Geiken
Ano de lançamento: 2018
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Depois de Moritz, Sebastian Braunert e Uwe Geiken tomaram o gosto ao Arcade Games Designer e lançam agora, passado pouco tempo, Mike, the Guitar.

A primeira coisa que nos chama a atenção é o belíssimo ecrã de carregamento da autoria de Andy Green, que ultimamente tem feito trabalhos simplesmente espetaculares nesta área. Em segundo lugar o próprio tema deste mini-jogo: assumimos o papel de uma guitarra que tem que apanhar oito plectrums, para poder então alcançar a coluna de som e completar a missão, isto ao longo dos nove ecrãs que compõem o jogo. Mas existe uma nuance: os plectrums devem ser apanhados numa certa ordem, pois existem alguns obstáculos que impedem que os alcancemos, e que apenas são desbloqueados seguindo uma certa sequência.


Para dificultar a nossa missão, ao longo das pautas de música vão deambulando alguns inimigos. Estes são relativamente fáceis de contornar, uma vez que seguem sempre o mesmo padrão de movimentação. Mas existe depois o mauzão do Beethoven, que certamente não gosta de guitarradas e que nos persegue inapelavelmente para nos tirar o pio. A forma de lhe escapar, na maior parte das vezes, é mudar para outro ecrã, ou seja, andamos a brincar ao gato e ao rato com o famoso compositor.


Mas apesar de Mike, the Guitar ser um mini-jogo, não pensem que o vão terminar do pé para a mão. Vão ter que aprender as manhas dos vossos inimigos, o modo como se movimentam, e estudar muito bem os percursos a serem feitos, nem que isso implique voltarem atrás e tentarem um percurso alternativo por forma a conseguirem evitar o célebre compositor. Caso contrário deparam-se com uma imagem, no mínimo, perturbadora e que vos irá atormentar durante bastante tempo...


O autor concedeu-nos também o privilégio de ir experimentando o jogo, testando várias opções por forma a aumentar a sua jogabilidade, que é boa, diga-se. E os melhoramentos foram sendo efetuados ao longo do tempo, alguns até ao nível gráfico. Compare-se, por exemplo, a versão de cima, que mostra o jogo no estado inicial (isto é, há umas semanas atrás), e a de baixo, já com a adição de alguma cor nos nossos inimigos, incluindo no famigerado Beethoven, aumentando os seus pontos de interesse.


Assim, deverão ter em conta desde logo que a longevidade não é famosa (pelo menos tão famosa quanto Beethoven), mas não é de estranhar, pois trata-se apenas de uma pequena brincadeira dos programadores, mas que demonstra que agora poderão almejar a outros voos e lançar-se num jogo de maior dimensão, mesmo que criado com o AGD.

Uma nota final apenas para a música, que como é de bom tom, é excelente.

Mike, the Guitar é gratuito e pode aqui ser descarregado.

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