domingo, 4 de fevereiro de 2018

Ninja Gaiden Shadow Warriors


Nome: Ninja Gaiden Shadow Warriors
Editora: NA
Autor: Jerri & DaRkHoRaCe
Ano de lançamento: 2018
Género: Ação
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 128K
Número de jogadores: 1

E a competição ZX-Dev Conversions não para de nos surpreender. Ainda não tivemos tempo para experimentar os dezoito jogos que foram a concurso, mas este Ninja Gaiden era um dos que nos tinha despertado a curiosidade, até pelas excelentes críticas que tínhamos lido sobre ele.

Carregámos finalmente o jogo (em modo 128 K apenas, senão aparece-vos a mensagem do lado), e ficámos logo maravilhados com o ecrã de carregamento, que abre o apetite para o jogo que se segue. Certamente que teria sido aprovado por Bob Wakelin, artista recentemente falecido.

O jogo original apareceu para a plataforma Game Boy em 1991 e retrata um período anterior aos eventos do primeiro Ninja Gaiden, que na altura saiu para a NES. Controlamos Ryu Hayabusa, e temos como missão salvar a cidade de Nova York das forças do imperador Garuda. Este lança o seu exército no nosso encalço, incluindo cyborgs, lutadores de kickboxing, o ex-Coronel Allen e o nobre japonês Whokisai, entre outros, ao longo de cinco níveis repletos de adrenalina. E claro, no final de cada nível temos o respetivo guardião, cuja resistência aos nossos golpes vai aumentado à medida que vamos avançando na missão.

Para combater todos esses inimigos estamos munidos de uma espada, que apesar de ser curta obrigando-nos a chegar bem perto dos opositores, tem uma lâmina bem afiada e fatal ao primeiro toque (excepto para os guardiões, que necessitam de muitos mais golpes). Mas também podemos recorrer à mágica, e nesse caso lançamos um raio mortífero para os nossos inimigos. Mas esta é em número limitado, muito embora possamos ir carregando as reservas ao longo do caminho. De qualquer forma aconselhamos a guardá-la para os guardiões.


O primeiro nível é passado ao longo de um grande edifício e é relativamente fácil de se chegar ao guardião. Por um lado não existem assim tantos inimigos a ultrapassar, por outro o nível é curto. Além disso, o guardião é bastante previsível e, portanto, fácil de se evitar e contra-atacar.

No segundo nível já estamos dentro do edifício, com múltiplas plataformas e tapetes rolantes e a coisa complica-se. Alguns dos inimigos disparam contra nós (balas e fogo), e temos também que defrontar algumas máquinas voadoras. Mesmo assim, com alguma arte ainda se chega ao guardião, mas este está longe de ser pêra-doce. Ainda por cima tem um minorca como ajudante, que nos tenta agarrar, dificultando a nossa movimentação.

O terceiro nível é semelhante ao segundo, mas agora temos que lidar com muito mais plataformas,  armadilhadas com lançadores de fogo, além de muito mais inimigos. A certa altura somos puxados por um gancho para um novo conjunto de plataformas, numa sequência absolutamente divinal e que só por si é um motivo para aqui se tentar chegar. Quando alcançamos o guardião, temos que ter o cuidado de nos desviarmos da mira da sua arma, pois esta dispara rajadas de metralhadora.

No quarto nível naturalmente que o grau de dificuldade aumenta ainda mais, e até aqui só os melhores irão conseguir chegar. A certa altura deparamos-nos com um corredor onde a luz vai faltando (mais uma vez uma sequência fabulosa) e com os robôs inimigos a mandarem feixes de luz mortais. Depois de muito penarmos vamos encontrar um Pierrot, cujo leque é uma arma mortífera, e que ainda por cima tem a capacidade de voar.

E finalmente, depois de ultrapassarmos o guardião do nível anterior, atingimos o quinto e último nível, repleto de ninjas que nos tentam atingir com fogo e robôs que disparam lasers contra nós, enquanto vamos subindo por um elevador que nos deixa pouca margem de manobra para escapar. Se conseguirmos escapar incólumes a isto vamos encontrar o guardião final, que tem uma surpresa reservada para nós. Mas essa não vamos aqui desvendar.


Como já perceberam, este foi um jogo que nos encheu as medidas. Os gráficos são do melhor que já se fez para o Spectrum, fazendo-nos lembrar em alguns momentos Midnight Resistance, tal a profusão de cores que aqui vão encontrar. A música estão ao nível de tudo o resto, isto é, nota máxima. Se alguma coisa poderia haver a melhorar, talvez o sistema de scrolling, embora também seja apenas uma questão de hábito até nos habituarmos aos "saltos" dados por este.

Ou muito nos enganamos ou a vitória na competição será discutida ao milímetro entre este Ninja Gaiden e Migthy Final Fight, também já analisado recentemente por Planeta Sinclair.

Gratuito como todos os restantes jogos na competição (este é daqueles que seguramente merece ser lançado em formato físico), só temos um concelho a dar: corram a vir aqui buscar antes que esgote!

 

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