sábado, 12 de maio de 2018

Bizarre!


Nome: Bizarre
Editora: BaSe1 PrOdUcTiOnZ
Autor: the DrUnKeN mAsTeR
Ano de lançamento: 2005
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Jet Set Willy foi talvez o jogo que mais clones para o Spectrum originou, ultrapassando mesmo o seu irmão Manic Miner ou Dizzy. E de entre as muitas dezenas de clones, há um que pela sua bizarria sobressai. Bizarre! é o seu nome, como não podia deixar de ser.

Quem conhece o original (haverá quem não o conheça?) sabe o que aqui vai encontrar. Comandamos o mineiro Willy à cata de quase uma centena de objectos e que logo no terceiro ecrã perde o chapéu, sendo esta apenas uma das muito coisas estranhas que aqui vamos encontrar. Aliás, o começo do jogo dá logo o mote, pois começamos numa espécie de tapete rolante do qual não podemos escapar e que ao longo de vários ecrãs, qual deles o mais estranho, nos obriga a entrar numa ainda mais estranha floresta, onde nem tudo o que parece, é...


E se pensam que a partir daí a coisa normaliza, estão muito bem enganados. Apesar do sistema de jogo ser semelhante a Jet Set Willy, isto é, saltar e evitar todos os obstáculos e inimigos com que nos deparamos, apanhando todos os objetos ao nosso alcance, as semelhanças ficam-se por aqui. É que o seu autor, the DrUnKeN mAsTeR, que tal como o nome indica não deveria estar muito sóbrio, resolveu complicar a coisa, colocando passagens secretas, portas que só se abrem após se apanhar certos objetos ou chaves, muitos tapetes rolantes, entre outras alucinações.

Os objectos e os inimigos também remetem para outros jogos famosos do Spectrum. Desde o já referido Dizzy, até Chuckie Egg. Mas tudo isto contribui para tentarmos levar Bizarre! até ao fim, nem que seja para ver o que se segue.


Utilizando este jogo o motor de Jet Set Willy, não é de espantar que a jogabilidade seja muito boa, ao nível do original. Os gráficos também remetem para este, mas com um toque muito próprio e bem humorado, contribuindo para tornar Bizarre! de facto bizarro. Aliás, basta chegarem ao ecrã final para perceberem do que estamos a falar.

Assim, para quem é fã do mineiro Willy não deve perder de forma alguma este clone, se não o melhor, pelo menos o mais original. Para os restantes, experimentem, pois pode ser que se venham a apaixonar por esta série.

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